Tendências mundiais transformam métodos de contratação

Tendências mundiais transformam métodos de contratação

A Singuê, consultoria que desenvolve programas de diversidade, equidade e inclusão (DE&I), realizou uma análise dos desafios da área de Recursos Humanos, que acelerou sua transformação com os desafios impostos pela pandemia de coronavírus. Novas demandas, competências e modalidades de trabalho impactam a cultura das empresas. Os colaboradores já presenciam, no ambiente corporativo, ações para buscar aumentar a diversidade, a equidade e a inclusão, que tendem a ganhar ainda mais força nos próximos anos. Além disso, estudos apontam a saúde mental no trabalho, o uso de tecnologias, a jornada e a experiência do trabalhador como aspectos a que os profissionais de RH precisam ficar também mais atentos.

Saúde mental é uma das maiores preocupações dentro das empresas. Pesquisa realizada pela Ipsos em 34 países mostra que temas relacionados à saúde mental aumentaram exponencialmente nos locais analisados. Apenas no Brasil, em 2018, 18% dos brasileiros relataram depressão e ansiedade como fontes de inquietude. Em 2022 o mesmo índice chegou a 49%. Em setembro deste ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) recomendaram às empresas uma ação concreta para lidar com questões de saúde mental na população ativa.

Em meio a tantas mudanças e às regras de distanciamento social, as inovações tecnológicas e o uso de dispositivos eletrônicos assumiram papel de destaque na rotina das empresas e funcionários. Ferramentas para reuniões online e para acompanhamento da rotina do colaborador, por exemplo, são realidades para a transformação do trabalho que era presencial, mas agora é remoto ou híbrido, e tendem a ganhar mais força a médio e longo prazos.

Já a jornada de trabalho de quatro dias na semana é realidade em algumas empresas pelo mundo, mesmo no Brasil. O Reino Unido realiza testes para avaliar a possibilidade de as empresas adotarem uma jornada de trabalho semanal reduzida. “É importante que os RHs acompanhem este movimento. A mudança já ocorre no mercado internacional e é preciso entender não só a viabilidade, mas também os impactos econômicos e de produtividade e engajamento que a mudança gera nas empresas. Assim, todos estarão preparados para que o modelo ganhe força no Brasil”, destaca Eliezer Leal, sócio-fundador da Singuê.

Não menos importante, a experiência do colaborador deve estar alinhada a uma proposta do RH em manter um ambiente interno alinhado às necessidades apontadas pelos funcionários. Quanto melhor o clima corporativo, menos frequente é a decisão do colaborador de mudar de emprego e maior a reputação da companhia para atrair os melhores talentos. “É preciso que todas as pessoas se sintam respeitadas e valorizadas por seus times e líderes. Desta forma, todos ganham com comprovado aumento de produtividade, engajamento do time e menor turnaround”, finaliza Eliezer.

No mesmo contexto, o olhar para a diversidade, a equidade e a inclusão continua como grande tendência ainda liderada pelo RH, mas que já extrapola suas fronteiras. O posicionamento institucional antirracista e antidiscriminatório e grandes orçamentos destinados a programas de diversidade em empresas como Natura&Co. e Gerdau mostram a consolidação do tema.

“Na Natura&Co., por exemplo, estamos colaborando como consultoria com muita atenção à qualidade e à equidade aos processos no desenvolvimento de carreira de profissionais negros. Acontecem encontros coletivos com lideranças e responsáveis pelo desenvolvimento destes profissionais além de sessões individuais de coach para prepará-los para os próximos desafios de carreira”, destaca Eliezer.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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