Financiamento: saiba quais os direitos e deveres do consumidor

Financiamento: saiba quais os direitos e deveres do consumidor

É importante verificar as cláusulas abusivas

Na busca para realizar o sonho do carro ou da casa própria, muitos consumidores recorrem aos financiamentos bancários. No Brasil, a demanda pelos financiamentos aumentou, como aponta o Índice Neurotech de Demanda por Crédito (INDC). De acordo com o levantamento realizado mensalmente e que mede o número de solicitações de financiamentos nos segmentos de varejo, bancos e serviços, a busca por financiamento subiu 6% de junho para julho de 2022 e cresceu 8% em relação ao sétimo mês de 2021.

As pessoas físicas e as empresas são beneficiárias deste produto. Com a escassez do crédito e a inadimplência, as instituições bancárias costumam criar práticas para a restrição de valores, sendo importante verificar as práticas abusivas por parte das instituições financeiras.

O advogado e cofundador da Forum Hub, plataforma que conecta clientes a profissionais do direito, Alisson Santos, alerta que muitas vezes o consumidor não tem ideia do que está assinando, o que facilita as práticas abusivas por parte das instituições.

“Existe uma série de pontos que o consumidor deve ficar atento ao contratar um financiamento. Por exemplo, o consumidor não é obrigado, por exemplo, a arcar com taxas de abertura de cadastro ou para a busca de informações relativas a eventuais restrições em seu crédito. O ônus não pode ser transferido ao consumidor. Também é abusiva a cobrança de emissão dos boletos do financiamento”, destaca o especialista.

O advogado também reforça que é abusiva a tentativa de vincular produtos ao financiamento oferecido ao consumidor, por exemplo, a venda de um seguro residencial juntamente ao financiamento imobiliário. “Essa prática abusiva, é vedada pelo Código de Defesa do Consumidor – CDC no artigo 39, que regula a proibição da chamada -venda casada-”, explica Alisson Santos.

A transmissão (a terceiros) do financiamento por parte do consumidor também é permitida, no entanto, é necessário observar as condições específicas do financiamento e da instituição responsável. Também é possível que o consumidor cancele ou desista do contrato de financiamento quando quiser. Isso, no entanto, não exclui a sua responsabilidade pelo pagamento de multas contratuais ou pelo acerto proporcional de determinada parcela.

Segundo o cofundador da Forum Hub, outro ponto desconhecido pelo consumidor e que é muito falado refere-se à antecipação do financiamento. Caso o consumidor queira antecipar o pagamento das parcelas do financiamento, ou seja, terminá-lo antes do prazo final, não pode ser cobrada qualquer taxa adicional e existe a obrigatoriedade de redução dos juros e eventuais acréscimos de forma proporcional conforme o artigo 52, § 02º, do CDC.

“O consumidor que percebe em seu contrato alguma abusividade, seja nas taxas ou nos juros de seu financiamento, precisa buscar orientação jurídicas de um especialista para que ele possa tomar as providências cabíveis ao caso e buscar a redução dos prejuízos para esse consumidor. Para não ser prejudicado é importante que o consumidor esteja sempre atento às cláusulas contratuais”, finaliza o advogado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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