Existe um limite para a automatização dos processos de recrutamento e seleção?

Existe um limite para a automatização dos processos de recrutamento e seleção?

Agilidade e simplificação de processos não deve anular a experiência positiva na comunicação entre empresas e candidatos

A automação nos processos de recrutamento e seleção tem sido cada vez mais adotada por empresas em todo o mundo. Com o objetivo de otimizar o tempo e a eficiência dos procedimentos, a automação permite que os gestores de recursos humanos concentrem seus esforços em tarefas mais estratégicas, deixando as etapas repetitivas e burocráticas para ferramentas tecnológicas.

Além disso, a automação ajuda a garantir a igualdade de oportunidades e a eliminação de viés inconsciente na seleção de candidatos.

De acordo com Alisson Souza (foto), CEO da ablerstartup que tem o propósito de trazer facilidade na gestão dos processos seletivos, alguns métodos são ainda mais valorizados quando existe uma automação bem executada. “Entre eles está a parte de convite para as etapas seletivas, quando uma empresa encontra candidatos em alguma base de talentos e os convida para participar. E para deixar os concorrentes clientes, é fundamental o papel da automatização de feedback e avisos, que trarão instruções para o próximo nível”, destaca.

Muitas vezes, as pessoas desconhecem quando essas oportunidades ocorrem. “O candidato sequer sabia que aquele processo seletivo estava disponível, sendo selecionado a partir de seu perfil profissional”, relata.

Quando bem programadas, as questões relacionadas ao retorno e aos feedbacks também são melhores geridas com soluções de automação. “Esse é um dos pontos mais polêmicos ao automatizar o processo de recrutamento. Isso porque, muitas empresas apresentam mensagens genéricas como feedback por e-mail e outros meios de comunicação. Mesmo que o candidato não seja aprovado, é importante oferecer um retorno mais humanizado, mostrando os pontos que fizeram com que ele não fosse escolhido para determinado cargo ou função”, pontua.

Outros pontos destacados pelo gestor são:

  • Triagem de currículos e candidatos;
  • Centralização de informações;
  • Comunicação facilitada pelas redes sociais (WhatsApp e LinkedIn, por exemplo);
  • Automação em correções de testes e provas.

Para Alisson, os principais benefícios das automações estão relacionados ao ganho de produtividade dos recrutadores. “Muitas vezes esses profissionais trabalham com vários processos seletivos em simultâneo e cada um deles pode ter centenas ou até milhares de candidatos, tornando humanamente impossível realizar todas essas ações de forma manual, com feedbacks e gerindo todas essas candidaturas. Portanto, a automação é valiosa para os colaboradores que trabalham diretamente no processo de recrutamento e seleção”, declara.

O CEO da abler acredita que, em alguns casos, existe um excesso de automação que não é benéfico para os candidatos e pode acomodar o setor de RH. “Alguns profissionais tentam automatizar pontos estratégicos, que precisam da atuação humana para serem bem executados. As entrevistas são um exemplo claro disso, pois precisam de uma troca de informações em tempo real para que o recrutador possa entender aquele candidato, se ele faz parte da cultura da empresa e outros pontos fundamentais para uma boa contratação. Os próprios feedbacks, por exemplo, também precisam de uma atuação mais humanizada para serem recebidos da melhor forma possível”, finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *