Hurst Capital tokeniza obras de Volpi destinadas a investimento

Hurst Capital tokeniza obras de Volpi destinadas a investimento

A expectativa é que a valorização alcance 23,51% ao ano

A Hurst Capital, plataforma de ativos alternativos, vai lançar em 07 de fevereiro, uma operação de investimento com obras das temáticas mais apreciadas pelos colecionadores criadas pelo artista brasileiro Alfredo Volpi.

A escolha se dá pelo fato de Volpi ser, na atualidade, o artista plástico mais consolidado e de maior liquidez no mercado nacional e internacional. Duas telas são “Ogivas”, composições geometrizadas das mais clássicas do autor.

Nelas, diversas bandeirinhas tomam a forma de uma ogiva presente na arquitetura gótica. A terceira é uma composição geométrica chamada “Faixas” bastante rara, e única com cores vibrantes.

O Artista

Para a maioria dos brasileiros Volpi é o pintor das bandeirinhas de festa de São João que caiu no gosto dos colecionadores de arte. Porém, como poucos, ele foi capaz de engendrar uma arte erudita e ao mesmo tempo popular, consagrando-se como um dos principais artistas brasileiros. A repetição geométrica e a sofisticação cromática de Volpi, no ponto alto da sua produção, na década de 1960 e 1970, revela a profunda complexidade de sua trajetória.

Morador de Cambuci, bairro de imigrantes italianos em São Paulo, sem formação acadêmica, juntou-se a outros pintores proletários da década de 1930, no grupo Santa Helena, Rebolo, Pennacchi, Zanini, os quais também tinham outros ofícios, geralmente artesanais, e exerciam a pintura no tempo livre. Volpi era pintor de paredes e afrescos e fazia trabalhos com marcenaria. Traços de sua história que ficam marcados em suas telas.

Ele mesmo serrava a madeira do chassi, esticava o tecido, criava a própria tinta têmpera com ovo e verniz. Peculiaridades manuais que tornaram seu trabalho inconfundível. Não pertenceu a movimento artístico algum, sua arte já foi chamada de naif, mas está distante de ser apenas popular, pertence à tradição construtiva. Intuitivo, constante e inventivo, Volpi é a preferência dos principais colecionadores brasileiros.

Para a diretora de investimentos em obras de arte, Ana Maria Carvalho, as obras de Volpi são as que melhor se definem como um ativo real para investimento. “Tem um valor consolidado há 20 anos. É o que teve menores oscilações negativas e apresenta uma valorização constante ano após ano. Além disso, Volpi é o artista que apresenta maior liquidez, sendo objeto de desejo dos colecionistas brasileiros e tem muitos apreciadores na Europa e em Nova Iorque”, afirma Ana Maria.

Investimento

“Trata-se de uma opção de investimento mais conservador, adequado, em nosso ponto de vista, para o momento atual, cujo cenário econômico se mostra bastante desafiador”, comenta o CEO da Hurst Arthur Farache. O investimento busca uma rentabilidade anual entre 14% e 24% em um prazo de 12 a 24 meses. No cenário base, o retorno previsto é de 23,51% a.a. O aporte mínimo é de R$ 10 mil.

Segundo o executivo, a escolha se deu após serem analisadas 120 transações de obras de arte de Volpi nos últimos 16 anos, em leilões nas principais bases de dados do mercado de arte nacional e internacional. As vendas foram realizadas entre os anos de 2006 e 2022. Foram considerados apenas os trabalhos produzidos entre os anos 1960 e 1980, telas com têmpera sobre tela,  contendo composições de bandeirinhas, fachadas, mastros, madonas e geométricos.

Ao realizar o aporte, os investidores passam a ser coproprietários da obra de arte, que foi tokenizada, permitindo que os interessados adquiram apenas uma fração (ou quantas quiserem) da obra. Os tokens também podem ser transacionados no mercado secundário. Com a venda realizada, o investidor recebe a distribuição desses valores. Disponibilizada abaixo do seu valor de mercado as obras contam com grande potencial de valorização devido ao mercado de Volpi.

Esta é a oitava operação de investimento em obras de arte da Hurst Capital. A primeira, lançada em junho de 2021, contou com três obras de Abraham Palatnik e foi concluída com lucro de 27,25% ao ano para os investidores. Também foram realizadas operações com acervos de Di Cavalcanti, Luiz Sacilotto, Tomie Ohtake, Judith Lauand e Jandyra Waters.

As obras escolhidas pela Hurst para operações de investimentos integram as mais recentes exposições desses artistas no mercado brasileiro e internacional. “Elas não ficam guardadas, mas sim participam de importantes exposições, no Brasil e no Exterior, podendo ser apreciadas por todos e tornando-se mais valorizadas”, explica Farache

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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