Em meio à modernização, brasileiros confiam mais nos bancos do que nas fintechs

Em meio à modernização, brasileiros confiam mais nos bancos do que nas fintechs

A transferência de dinheiro e a realização de outras operações financeiras cada vez mais têm se modernizado no Brasil com o surgimento das fintechs e a popularização do Pix. Contudo, apesar das novidades tecnológicas, o brasileiro ainda se sente um pouco mais seguro em utilizar os serviços bancários tradicionais do que as empresas de tecnologia financeira. É o que aponta a pesquisa RADAR Febraban, Pesquisa Febraban-Ipespe, divulgada nesta segunda-feira (06).

O levantamento ouviu 2 mil pessoas entre 4 e 14 de fevereiro de 2023. E, entre os respondentes, 59% afirma confiar nos bancos e 57% diz confiar nas fintechs. Já em relação a não confiar nas operações financeiras, o percentual é o mesmo de 32%. No início da série histórica, em março de 2021, 57% dos brasileiros confiavam nos bancos e 49% nas fintechs. Já os percentuais de desconfiança, respectivamente, estavam em 33% e 37%.

“A modernização nos meios de pagamento e nas operações financeiras, de um modo geral, são um caminho sem volta. Os bancos têm mantido estáveis os seus patamares mais altos de confiança ao mesmo tempo em que se movimentam para se adaptar às novas tecnologias. E os números mostram que o tradicionalismo dos serviços bancários inspira confiança. Já com relação às fintechs, agora falta um pouco para elas alcançarem um patamar semelhante”, avalia o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

A faixa etária em que os bancos mais inspiram confiança está entre 18 a 24 anos (70%), enquanto o menor percentual tem relação com a faixa acima de 60 anos (50%). No caso das fintechs, respectivamente, os percentuais são de 71% e 37%. “Os números mostram que a população idosa, especialmente, reconhece a confiança oferecida pelos serviços bancários e apresenta um maior receio da tecnologia. Já os jovens, mais antenados com as mudanças, confiam tanto nos bancos como nas fintechs”, destaca o especialista.

O estudo foi feito com um público representativo da população adulta brasileira acima de 18 anos de todas as regiões do país, com cotas de sexo, de idade, de localidade, de instrução e de renda. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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