Setor de eventos de negócios está otimista para 2023

Setor de eventos de negócios está otimista para 2023
Paulo Octávio Pereira de Almeida.

Empresas comemoram o retorno das atividades

A União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (Ubrafe) acaba de divulgar, em parceria com a São Paulo Turismo (SPTuris), os resultados do Barômetro Eventos B2B, primeiro levantamento quantitativo sobre o setor de Eventos com foco na geração de negócios – feiras, congressos e convenções, pós-pandemia. O trabalho analisa um semestre inteiro sem a interferência da pandemia. Com o balanço positivo no segundo semestre de 2022 e as boas expectativas para 2023, o setor comemora o retorno das atividades após dois anos de cancelamentos e adiamentos.

De acordo com o barômetro Ubrafe, com o avanço da vacinação os eventos e feiras de negócios puderam ser retomados, porém de maneira tímida no primeiro semestre de 2022, mediante os desafios da variante Ômicron. A retomada aconteceu, de fato, nos meses de maio e junho, com um segundo semestre registrando cerca de 5,4 milhões de visitantes nos eventos B2B de portes grande (acima de 700 pessoas) e mega (acima de 5000 pessoas), nas principais venues (locais para eventos) da capital paulista.

Do perfil dos visitantes, os dois principais grupos são de 70% residentes no estado de São Paulo, enquanto 30% são de fora do estado. Foram contabilizados um total de 650 eventos considerados de porte grande e mega.

Expectativas 2023

Segundo a Ubrafe, a expectativa para 2023 é que sejam realizados, pelo menos, 1.500 eventos B2B de porte grande ou mega durante o ano e, se forem atualizados os números no segundo semestre de 2022, os 5,5 milhões de pessoas poderão atingir 12 milhões na capital paulista – número igual ao atual número de habitantes.

Com toda essa movimentação, a entidade estima receber uma média de 4 milhões de turistas de negócios (30% do total de participantes), somente nos eventos realizados nas principais venues. Considerando que cada turista deva passar em média três dias na capital e investir cerca de R$ 3,5 mil em transporte, alimentação e hotel, a cidade de São Paulo deverá ter um impacto de R$ 14 bilhões somente com o turismo de negócios relacionados com os eventos B2B.

“Se as projeções forem alcançadas, e estamos trabalhando arduamente para isso, o impacto estimado será de R$ 14 bilhões. Se somarmos a isto os gastos de quem já vive aqui em São Paulo e participa de eventos com foco em negócios – uma média de R$ 500 por pessoa -, seríamos capazes de acrescentar mais R$ 4 bilhões na economia. O impacto total dos eventos B2B na cidade de São Paulo em 2023 pode chegar, então, a R$ 18 bilhões, ou seja, superando os valores pré-pandemia. O Brasil está entre os países mais empolgados com o retorno dos eventos a níveis normais em todo o mundo”, comemora o diretor-executivo da Ubrafe, Paulo Octávio Pereira de Almeida.

Segundo Gustavo Pires, presidente da SPTuris, o retorno dos eventos fará com que São Paulo tenha o melhor ano da história, com o crescimento dos eventos de todos os formatos. “No segundo semestre de 2022 já havíamos recuperado os índices de pré-pandemia. O calendário de 2023 é o principal ativo de impacto turístico que teremos, revertendo-se em taxas de ocupação hoteleira mais elevadas, movimento em restaurantes e comércio em geral, além da geração de empregos, principal resultado a ser perseguido”. Em 2022 as atividades vinculadas ao turismo tiveram um resultado positivo de 36.700 postos de trabalho formal (fonte: Caged/Governo Federal).

A indústria de Eventos impacta, sozinha, mais de 50 setores da economia. Dados relativos ao número de Feiras e Eventos de Negócios pré-pandemia indicam mais de 2.000 eventos contabilizados em todo o país durante o ano.  Somente no Estado de São Paulo, são, em média, 8,2 milhões de visitantes em Feiras e Eventos de Negócios ao ano, o valor do impacto anual na Economia Brasileira na geração de resultados para as empresas expositoras dos eventos é de R$ 305 bilhões – considerando as mais de 2.000 feiras e eventos pelo Brasil, o impacto é de cerca de R$ 1 trilhão, nacionalmente. O volume de investimentos no setor de Eventos chega a R$ 16,3 bilhões ao ano.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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