Hurst cria braço para financiar shows e produções culturais

Hurst cria braço para financiar shows e produções culturais
Arthur Farache.

MUV terá atuação global e vai operar em um mercado que movimenta R$ 171 bilhões somente no Brasil

A Hurst Capital, maior ecossistema de ativos alternativos da América Latina, vai lançar uma nova marca, a MUV, para financiar e gerenciar a produção de shows musicais e outros projetos na área da economia criativa como espetáculos diversos, cinema, entre outros. O setor movimenta bilhões anualmente somente no Brasil e oferece inúmeras oportunidades para investidores que buscam rentabilidade alta com risco menor do que o existente no mercado financeiro tradicional. O nome MUV foi criado a partir do substantivo “movimento”, definido como sendo um conjunto de ações de um grupo de pessoas mobilizadas por um mesmo fim.

De acordo com o plano estratégico, a MUV estará focada em operações de investimentos em produções artísticas, mas também poderá contribuir com o setor comprando os direitos das obras ou por meio de parcerias estratégicas para que produtores tenham acesso a financiamento e criando uma rede segura, transparente e confiável para fomentar o setor. A MUV também ficará responsável pelas operações de royalties musicais, até o momento operado pela Músicas do Brasil, braço empresarial da Hurst que deixará de existir.

“A nova empresa compõe o ecossistema de ativos alternativos da Hurst e que estará totalmente inserida na economia criativa, segmento que necessita de apoio para se posicionar com mais força no mercado produtor de arte e entretenimento. É um setor importante. Para se ter ideia, apenas o mercado fonográfico movimenta, anualmente, R$ 2,1 bilhões no Brasil. Imagine quanto a cultura como um todo movimenta”, comenta Arthur Farache, CEO da Hurst.

De acordo com levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o setor cultural brasileiro movimentou R$ 171,5 bilhões em 2021. Dados da FGV mostram que o segmento gera 5 milhões de empregos. E, segundo informações disponibilizadas pela Ancine em 2020, antes da pandemia os filmes brasileiros renderam R$ 142 milhões.

Atuação global

Mas a nova empresa não se limitará ao mercado nacional. O objetivo é atuar globalmente. E aí os números impressionam. Dados levantados pela Hurst a respeito desse mercado mostram que existem 1,3 bilhão de assinantes de streamings e 523 milhões de assinantes de plataformas de música ao redor do mundo. Cinema e home entertainment somados movimentaram US$ 99,7 bilhões em 2020 e as vendas de artes e antiguidades atingiram US$ 65 bilhões em 2021.

A MUV surge quatro anos depois de a Hurst começar a atuar no mercado fonográfico. Em 2019, a fintech começou oferecer royalties musicais a seus investidores, operação comum no exterior, mas uma novidade no Brasil até aquele momento. O sucesso foi tão grande que estrelas do rock, do axé, do sertanejo, do funk, do forró e da MPB aderiram ao modelo. Só o compositor e cantor Toquinho participou de três projetos de originação de ativos.

Em 2021 a Hurst passou a originar ativos de obras de artes. Trabalhos de artistas brasileiros consagrados como Abraham Palatnik, Di Cavalcanti, Luiz Sacilotto, Tomie Ohtake, Judith Lauand, Jandyra Waters e Alfredo Volpi transformaram-se em oportunidades de investimentos. E, pela primeira vez, um mercado antes restrito a detentores de grandes fortunas tornou-se acessível à classe média. Por meio da tokenização dos ativos, foi possível vender cotas das obras. Assim, qualquer pessoa com R$ 10 mil disponíveis passou a ter a chance de participar deste valioso mercado.

No ano passado a Hurst começou a investir em cinema. Contribuiu com o financiamento da obra Swimming Home, produção internacional que está sendo rodada na Grécia, e transformou a dívida em ativos oferecidos em sua plataforma para os investidores. A MUV terá a responsabilidade de abraçar essas operações e gerar outras a partir desses mercados já explorados e de outros como espetáculos, produções teatrais etc. “Queremos investir em qualquer tipo de produção, não importa se grande ou pequena. O importante é dar retorno aos agentes envolvidos, ou seja, seus produtores, investidores e nosso ecossistema”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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