8 em cada 10 brasileiros consideram o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como o aspecto mais importante no trabalho

8 em cada 10 brasileiros consideram o equilíbrio entre vida pessoal e profissional como o aspecto mais importante no trabalho
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Interesse por oportunidades de trabalho flexíveis é unanimidade para todos os profissionais consultados

A adaptação dos profissionais brasileiros aos novos modelos e dinâmicas do mercado de trabalho tem colaborado para o aumento na procura de equilíbrio entre vida profissional e pessoal. De acordo com dados do PageGroup, líder global em recrutamento especializado de profissionais, 8 em cada 10 brasileiros consideram a saúde mental e o equilíbrio entre rotina pessoal e trabalho como fatores essenciais na cultura das empresas, superando a média global e da América Latina, que registraram 70%.

A demanda por oportunidades de emprego flexíveis e equilibradas é unânime entre profissionais de todos os grupos socioeconômicos. Entre os trabalhadores brasileiros que possuem filhos, 54% afirmam que o equilíbrio entre as rotinas é o aspecto mais importante para a satisfação profissional (abaixo da média global e da América Latina – 59%). Já para aqueles sem filhos, o número é praticamente o mesmo, atingindo 51%, abaixo da média global e da América Latina (56%).

“A pandemia abriu os olhos dos empregadores para a criticidade da saúde mental e bem-estar no ambiente de trabalho. Essa tem sido uma pauta presente não apenas na área de recursos humanos, como na organização como um todo. Cada vez mais as empresas estão monitorando os níveis de felicidade, bem-estar e ansiedade de seus funcionários, agora que elas têm uma compreensão mais clara de como essas facetas afetam a performance e resultados da organização”, afirma Ricardo Basaglia, CEO do PageGroup no Brasil.

Os dados fazem parte da pesquisa global Talent Trends 2023, um dos estudos mais abrangentes sobre profissionais e o mercado de trabalho, realizado de novembro de 2022 a janeiro de 2023, em 37 países. Ele conta com a participação de aproximadamente 70 mil profissionais em todo o mundo, que atuam em empresas de diferentes segmentos e portes. O objetivo desse levantamento é apresentar uma perspectiva dos profissionais e desvendar seus desejos (motivações, atitudes, percepções, crenças, valores) e motivações em um emprego (salário, benefícios, habilidades, progressão de carreira, cultura da empresa, equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, diversidade e inclusão, flexibilidade).

Flexibilidade em alta

O equilíbrio entre vida profissional e pessoal vem ganhando cada vez mais espaço nas preferencias dos profissionais ao escolherem um empregador, superando itens até então prioritários como salário, reconhecimento, relacionamento com colegas e progressão de carreira. Para pouco mais da metade dos profissionais brasileiros (52%), o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal é considerado o mais importante para a satisfação profissional, pouco abaixo da média global (54%) e da América Latina (58%).

Com as transformações do mercado de trabalho, a flexibilidade será ainda mais demandada nas contratações e promoções. A pesquisa revela que 54% dos respondentes brasileiros estão dispostos a rejeitarem uma promoção no trabalho se acreditarem que ela terá um efeito negativo em seu bem-estar, ficando acima da média da América Latina (44%) e abaixo da média global (59%).

“A necessidade de equilíbrio entre bem-estar e vida profissional tem sido um fator determinante tanto para os candidatos, quando vão escolher um trabalho, como para os colaboradores que já estão trabalhando em uma organização. Sem dúvidas, a pandemia, com o trabalho remoto, e o momento pós pandêmico, com o modelo híbrido, foram fatores impulsionadores desse cenário. As empresas seguem a mesma tendência cada vez mais criando e atualizando suas políticas de flexibilidade e qualidade de vida, com programas e ferramentas de bem-estar”, conclui Basaglia.

Salário é um atrativo

Apesar da busca por maior flexibilidade, o salário continua sendo um fator determinante na escolha dos profissionais em relação a um novo emprego. De acordo com o estudo, 24% dos participantes brasileiros classificam a remuneração como o principal critério ao escolher uma nova oportunidade de emprego, mantendo-se em linha com a média global e abaixo da média da América Latina (28%).

O levantamento ainda aponta que 42% dos brasileiros consideram a remuneração como o segundo aspecto mais importante na satisfação profissional, abaixo da média da América Latina (54%) e da média global (46%).

Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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