Alta do Ibovespa em junho impulsiona rentabilidade e fundos de ações

A valorização de quase 10% do Ibovespa no mês de junho mudou completamente o cenário dos fundos de ações. Se, até o final do abril, estes fundos acumulavam perdas expressivas, com a mudança da trajetória do índice nos dois últimos meses, a categoria conseguiu reverter perdas acumuladas. Levantamento realizado pela LUZ Soluções Financeiras junto a 191 fundos de ações ativos (Alpha) mostra que 190 fundos, ou seja, 99,48% da amostra registrou rentabilidade positiva no mês e 57 carteiras superaram a variação de 9,00% do principal indicador da bolsa paulista.
O desempenho do mês ajudou a maioria dos fundos a melhorar a performance acumulada do ano. Do total pesquisado, 184 carteiras acumulam retorno positivo em 2023, sendo que 102 fundos superam a rentabilidade de 7,61% apresentada pelo Ibovespa. Nas análises de 12 meses, apenas dois fundos não conseguiram recuperar a variação e continuam com retorno negativo. Já na análise de 24 meses, a performance negativa prevalece. Entre as carteiras analisadas, apenas 24 fundos apresentam rentabilidade positiva.
De acordo com o levantamento, em junho, a rentabilidade média dos fundos de ações ativos foi de 8,42%, ligeiramente abaixo dos 9,00% registrado pelo Ibovespa. Com a melhora da performance no mês passado, a média de retorno acumulado em 2023 chegou a 9,34%, superando a variação de 7,61% do Ibovespa no semestre. Quando comparado ao CDI, que acumula variação de 6,49% no ano, os fundos de ações ativos também se destacam. Em períodos mais longos, no entanto, como 24 e 36 meses, os fundos de ações ativos perdem para o CDI e para o Ibovespa.

“Com a virada do mercado de ações em maio e a forte alta de junho, os fundos de ações ativos, que acumulavam perdas expressivas até o final de abril, conseguiram reverter completamente o cenário, superando, inclusive, a variação do CDI em 2023 e em 12 meses. Em junho, somente uma carteira da nossa amostra fechou o mês com retorno negativo. Se analisarmos períodos mais longos, no entanto, os fundos ainda deixam a desejar, principalmente quando comparados ao CDI”, destaca Jadson João Alves da Silva, consultor de investimentos da LUZ Soluções Financeiras.
Melhores performances
O levantamento também destacou os fundos classificados como alpha que apresentam as melhores performances em junho e no semestre, assim como nos últimos 12, 24 e 36 meses. Em 2023, os destaques são os dois fundos da ALASKA BLACK FIC FI AÇÕES BRD NIVEL I. Somente no mês passado, o retorno destas duas carteiras foi maior que o dobro da variação do Ibovespa, se aproximando de 19%. Com esta performance, no semestre, as duas carteiras também lideraram o ranking, com retornos acumulados de 35,18% e 34,93%.


No ranking dos últimos12 meses, as dez carteiras com melhores performances superaram 30% de retorno, bem acima dos 18% acumulados pelo Ibovespa. Os fundos da ALASKA novamente se destacaram, se aproximando de 50% de rentabilidade.

Já no ranking de 24 meses, enquanto a média da categoria ficou negativa em 13,16%, os dez melhores fundos conseguiram retornos positivos expressivos. Somente uma carteira entre as dez melhores performances ficou abaixo de 10% de retorno em 24 meses. As melhores performances ficaram com os fundos ABSOLUTE PACE LONG BIASED FC FI EM ACOES (25,83%), seguido pelo fundo GUEPARDO INSTITUCIONAL FIC FI DE ACOES (18,99%).

Piores performances
O levantamento da LUZ também selecionou as piores performances no semestre e em 12 meses. De acordo com o levantamento, com a melhora no mercado dos dois últimos meses, somente quatro carteiras apresentam retorno negativo acumulado em 2023. O pior desempenho ficou com o fundo BAHIA AM LONG BASED FC DE FI MULTI, com perda de -3,38%. Se considerar o desempenho em 12 meses, o número cai para duas carteiras. A maior perda acumulada em 12 meses é do fundo BB AÇÕes Alocação ETF IE FIA, com -9,22%









