Compass realiza IPO na B3

Compass realiza IPO na B3

Ações da companhia passaram a ser negociadas no segmento Novo Mercado sob o ticker PASS3

A Compass, plataforma de negócios de gás do Grupo Cosan, concluiu a sua oferta pública inicial (IPO) na B3, a bolsa do Brasil. A partir desta segunda-feira (11), as ações na Compass passam a ser negociadas no Novo Mercado, segmento de listagem com alto padrão de governança corporativa, sob o ticker PASS3.

Criada em 2020, a Compass atua como uma plataforma de negócios de gás com o propósito de transformar o mercado brasileiro, ampliando a oferta e contribuindo para a segurança energética do país, investindo em infraestrutura e promovendo soluções de menor impacto ambiental. Sua estratégia de negócios abrange dois segmentos principais: Distribuição de Gás e Marketing & Serviços.

No segmento de Distribuição, a Compass controla a Comgás, maior distribuidora de gás canalizado do Brasil, a Sulgás e a Compagas e, através da Commit (joint venture com a Mitsui), a Necta, além de deter participações em mais três distribuidoras: Ceg-Rio, MSGÁS e SCGÁS. Já o segmento de Marketing & Serviços, liderado pela Edge, foca em infraestrutura, logística on-grid e off-grid, originação e comercialização de gás natural e biometano, tendo papel central no desenvolvimento do mercado livre. A Edge opera o Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), em Santos (SP) e a Onebio, a maior planta de produção de biometano do Brasil, em Paulínia (SP).

Distribuição secundária

A oferta pública inicial (IPO) da Compass consistiu na distribuição secundária de ações ordinárias e foi destinada exclusivamente a investidores profissionais. A operação foi realizada sob o rito de registro automático de distribuição, nos termos da Resolução CVM 160 e contou com a coordenação do BTG Pactual (coordenador líder), além de Bank of America, Bradesco BBI, Citi, Itaú BBA, Santander, J.P. Morgan, XP, BNP Paribas e USB BB (coordenadores da oferta).

“Com essa oferta, a Compass inaugura um novo capítulo da sua história. Um movimento que mostra, na prática, a força do mercado de capitais como fonte de financiamento para empresas que geram impacto positivo no Brasil. O IPO é muito mais do que uma operação financeira. É um divisor de águas na trajetória de uma companhia, que demonstra maturidade empresarial com a evolução da governança e reforço da visão de longo prazo”, disse Viviane Basso, vice-presidente de Pós-negociação e Emissores da B3, durante a cerimônia do IPO.

“Esse movimento é mais um passo na consolidação de uma jornada que começou em 2020. Desde então, construímos um portfólio de ativos estratégicos que tem sido capaz de ampliar a oferta e a demanda de gás natural, com segurança, flexibilidade e competitividade. E que o dia de hoje inaugure uma nova etapa, reforçando alguns dos nossos valores essenciais como governança, transparência e execução responsável.”, afirma o CEO da Compass, Antonio Simões.

Uma oferta é considerada secundária quando as ações negociadas são existentes e de propriedade de acionistas e controladores, ao contrário da oferta primária, que ocorre quando é realizada a distribuição de novas ações emitidas pela companhia. No caso da Compass, a empresa já tinha o registro de companhia aberta, porém, não havia realizado a sua oferta pública inicial de ações no mercado.

O que é o IPO?

A sigla IPO vem do inglês Initial Public Offering, que em português significa Oferta Pública Inicial. O IPO é o evento que marca o início da negociação das ações de uma empresa na bolsa de valores.

A decisão de abrir o capital da empresa e realizar o IPO pode ter diferentes motivações. As principais vantagens são que a emissão de ações no mercado de capitais permite a captação de um grande volume de recursos que pode ser usado para financiar projetos que visam a expansão e/ou perpetuidade do negócio, além de possibilitar a aquisição de empresas complementares ou concorrentes, e também garantir a liquidez patrimonial da companhia. Além disso, a partir do momento que a empresa é listada na bolsa, ela pode recorrer a novas captações no mercado por meio de ofertas de ações subsequentes, conhecidas como follow-ons.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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