Lucro do negócio passa necessariamente por uma boa gestão financeira

Lucro do negócio passa necessariamente por uma boa gestão financeira

Especialista aponta que também é essencial identificar as tendências emergentes e ajustar a oferta para atender às necessidades do público-alvo

Transformar uma empresa em um negócio lucrativo em 2023 pode parecer um desafio, considerando o cenário empresarial competitivo e em constante evolução. No entanto, é importante destacar que ainda existem diversas estratégias e oportunidades disponíveis para impulsionar o sucesso financeiro de um negócio neste ano.

De acordo com a especialista em reestruturação financeira, Kélen Abreu, uma das chaves para gerar um negócio lucrativo é adaptar-se às mudanças e demandas do mercado. “Em 2023, os consumidores estão mais exigentes do que nunca, buscando produtos e serviços personalizados, sustentáveis e inovadores. Portanto, é essencial identificar as tendências emergentes e ajustar a oferta para atender às necessidades do público-alvo. Isso pode envolver o desenvolvimento de novos produtos, a otimização de processos internos ou a adoção de tecnologias disruptivas”, aponta a especialista.

A experiência do cliente desempenha um papel crucial no sucesso de qualquer empresa. Em 2023, as expectativas dos consumidores em relação ao atendimento, conveniência e personalização estão em constante ascensão. Portanto, é fundamental investir em treinamento para a equipe e desenvolver processos que coloquem o cliente no centro de todas as interações. Utilizar sistemas de CRM (Customer Relationship Management) é uma excelente maneira de conhecer melhor os clientes, personalizar o atendimento e construir relacionamentos duradouros.

A gestão financeira desempenha um papel fundamental na busca pela lucratividade de uma empresa, independentemente do ano em questão. “Um planejamento financeiro adequado é essencial para alcançar a lucratividade. Isso envolve estabelecer metas financeiras claras, identificar fontes de receita e definir orçamentos realistas. Dessa forma, os gestores podem antecipar desafios, tomar decisões mais informadas e implementar ações corretivas quando necessário”, aponta a especialista.

O responsável pela área financeira também consegue identificar problemas financeiros e tomar medidas corretivas para otimizar a lucratividade a partir da análise e monitoramento de desempenho. “Isso inclui o acompanhamento de indicadores-chave de desempenho (KPIs), como margem de lucro, retorno sobre investimento (ROI), fluxo de caixa e índices de rentabilidade”, aponta Kélen.

Ela lembra que o controle de custos e despesas é fundamental para maximizar a lucratividade. “Dessa forma, é possível identificar e reduzir gastos desnecessários, otimizar o uso de recursos e negociar melhores acordos com fornecedores. Além disso, uma análise cuidadosa dos custos pode revelar oportunidades para melhorar a eficiência operacional e aumentar a margem de lucro”, aponta.

É preciso também estar de olho nas possibilidades e decisões sobre investimentos, avaliando cuidadosamente as oportunidades e direcionando recursos para áreas que apresentem maior potencial de retorno financeiro. Isso pode envolver investimentos em pesquisa e desenvolvimento, tecnologia, marketing ou expansão de mercados. Ao fazer escolhas corretas, a empresa pode impulsionar a lucratividade a longo prazo.

Um planejamento fiscal eficiente pode reduzir a carga tributária da empresa e contribuir para a lucratividade. “A gestão financeira também envolve a otimização do planejamento tributário, de acordo com as leis e regulamentações fiscais vigentes. Isso inclui a identificação de incentivos, a utilização de benefícios disponíveis e a gestão adequada das obrigações tributárias”, destaca.

A análise de dados desempenha um papel cada vez mais importante na tomada de decisões empresariais embasadas em informações concretas. Por isso, é fundamental coletar e analisar dados para monitorar o desempenho do negócio, identificar oportunidades de melhoria e tomar decisões estratégicas fundamentadas. A inteligência artificial e a análise preditiva podem ajudar a encontrar padrões, prever tendências e antecipar as necessidades do mercado.

Entretanto, Kelen também defende que a inovação continua sendo um fator-chave para a lucratividade empresarial em 2023. “É importante estar atento a oportunidades de melhoria e atualização nos produtos, serviços e processos. Encorajar a criatividade e a colaboração em toda a equipe é essencial para encontrar soluções inovadoras. Além disso, estar aberto a parcerias e alianças estratégicas pode impulsionar o crescimento e a rentabilidade. Vale lembrar que a sustentabilidade e a responsabilidade social são aspectos que ganharam relevância para os consumidores e demonstrar compromisso com práticas ambientalmente responsáveis e causas sociais pode ser um diferencial significativo”, conclui a especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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