Mais da metade dos comerciantes paranaenses espera aumento ou estabilidade no faturamento

Mais da metade dos comerciantes paranaenses espera aumento ou estabilidade no faturamento

Pesquisa da Fecomércio PR e do Sebrae/PR mostra perspectiva dos empreendedores dos setores do comércio, serviços e turismo para o 2º semestre

A nova edição da Pesquisa de Opinião do Empresário do Comércio, elaborada pela Fecomércio PR e Sebrae/PR, aponta que 57,6% das empresas paranaenses acreditam que terão aumento ou estabilidade no faturamento de suas empresas durante o 2º semestre de 2023.

Uma parcela de 29,9% de empresários aposta na estabilidade dos negócios e outros 25,6% não possuem opinião sobre o assunto. As expectativas desfavoráveis para o 2º semestre de 2023 somam 16,9%.

O índice entre aqueles que esperam crescimento em suas receitas (27,7%) é o menor da série histórica da pesquisa, iniciada em 2001. Na segunda metade de 2022 o grau de otimismo do empresariado do Paraná correspondia a 49,7% e foi para 36,1% no 1º semestre deste ano.

“O fator preponderante apontado na pesquisa é a estabilidade com relação ao faturamento das empresas nos setores de comércio, serviços e turismo neste semestre. O cenário macroeconômico dos últimos meses tem apresentando melhora com a desaceleração da inflação e aumento do PIB, o que tende a gerar reflexos positivos durante o segundo semestre. Com relação aos desafios, notou-se uma preocupação grande com relação ao levantamento anterior no tocante à carga tributária, o que se pode também atribuir a atual tramitação do tema no Congresso Nacional. No que diz respeito ao mercado de trabalho, quesito que o Paraná tem se destacado, aumentou a tendência de manutenção dos postos de trabalho nos segmentos levantados”, analisa o coordenador de Desenvolvimento Empresarial da Fecomércio PR, Rodrigo Schmidt.

Expectativa positiva por porte

Os microempreendedores individuais são os mais confiantes no Paraná, com 33,3% de expectativas favoráveis. Entre os dirigentes de empresas de pequeno porte, 28,6% estão confiantes, bem como 27% entre as microempresas. Entre os gestores de empresas de médio e grande porte, 24,3% estão seguros de que vão obter melhores resultados nos meses restantes do ano.

Expectativa positiva por setor

O turismo é o setor com maior expectativa favorável, com 29,5%. O comércio fica na sequência, com 28,6% de projeções positivas, e no setor de serviços o grau de otimismo abrange 26,3% dos empresários.

Investimentos

Dos empresários ouvidos pela Fecomércio PR e pelo Sebrae/PR, 29,4% pretendem investir. Outros 51,6% afirmam que não farão investimentos nos próximos meses e 19% ainda não se decidiram.

Para o diretor-técnico do Sebrae/PR, César Reinaldo Rissete, os resultados ligados à manutenção e aumento do faturamento, além da expectativa sobre a equipe de colaboradores, demonstram cenário favorável para os próximos meses.

“Mesmo com otimismo moderado, é possível notar que quem empreende vê potencial de melhora, principalmente quando um em cada três negócios pretende realizar algum investimento. Além disso, o aquecimento da economia e a perspectiva de crescimento dos negócios econômicos no Brasil são fatores de impacto no mercado e devem refletir em nosso estado”, aponta Rissete.

As áreas beneficiadas com investimentos serão a de modernização de instalações, máquinas e equipamentos, propaganda e marketing, capacitação da equipe e nova linha de produtos ou serviços. Neste semestre, observa-se maior disposição em destinar mais recursos em maquinário e instalações, informática e tecnologia da informação, nova empresa ou segmento e frota de veículos.

Expectativa favorável por região

Curitiba e Região Metropolitana concentram o maior índice de empresários confiantes para a segunda metade do ano, com 32,3%, valor ligeiramente menor do que os 35,1% registrados no início do ano.

Por sua vez, Maringá possui 28,6% de empreendedores confiantes; em Ponta Grossa os otimistas somam 27,6%; em Londrina, 24,4%; na região Oeste são 21,2% e, no Sudoeste são equivalentes a 20,5%.

Principais dificuldades

A principais dificuldades apontadas pelos empresários paranaenses para o 2º semestre são praticamente as mesmas elencadas no início do ano, porém com aumento nas preocupações relacionadas principalmente à carga tributária, mão de obra qualificada, falta de incentivo governamental, instabilidade econômica e acesso ao crédito.

Quadro funcional

A maioria dos entrevistados, 71,9%, afirma que manterão ou aumentarão o quadro de funcionários, sendo que 47,4% esperam seguir como estão e 24,5% enxergam possibilidade de crescimento. O índice de novas contratações caiu em relação ao 1º semestre, passando de 27,4% para 24,5% neste semestre.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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