Quase um terço dos brasileiros acredita que IA assumirá boa parte das profissões atuais

Quase um terço dos brasileiros acredita que IA assumirá boa parte das profissões atuais

Estudo da Onlinecurrículo aponta atividades que pessoas desejam por automatização, como comunicação entre equipes e solução de problemas

A ascensão de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) dentro do mercado de trabalho já torna possível imaginar um futuro em que elas assumirão atividades desempenhadas hoje por seres humanos.

Uma pesquisa da plataforma Onlinecurrículo com 700 brasileiros mostra que sete em cada dez deles (75%) esperam que ao menos algum tipo de profissão seja substituída por mecanismos de IA no futuro próximo.

A percepção geral, porém, é que essas novas tecnologias não tomarão conta totalmente dos empregos: para 47% dos ouvidos, a IA assumirá, na verdade, o papel somente de alguns trabalhos que hoje são desempenhados por pessoas.

Outros 27% dizem, porém, que essa substituição afetará várias profissões.

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Amanda Augustine, especialista em carreiras da Onlinecurriculo, acredita que a pesquisa reflete a primeira impressão comum que se tem sobre as potencialidades da Inteligência Artificial.

“Sempre que uma nova tecnologia emerge no cenário mundial, é natural questionar seus efeitos no mundo do trabalho,. Aconteceu a mesma coisa quando a Internet chegou ao grande público, algumas décadas atrás”, explica ela.

“É verdade que a IA tem capacidade de assumir algumas atividades, embora essa escala não seja tão definida no cenário atual. Talvez seja melhor pensar em como a tecnologia disponível tem condições de fazer com que as diversas profissões se aperfeiçoem”, continua.

Essa também parece ser a percepção de boa parte da população: 41% dos entrevistados disseram, por exemplo, que ferramentas capazes de simplificar tarefas hoje rotineiras seriam bem-vindas em seus postos de trabalho.

Outros 30% responderam que gostariam de ter dispositivos à mão para resolver problemas do dia a dia.

Mesmo profissões que dependem de critérios subjetivos para suas atividades, como criatividade, por exemplo, admitiriam colaborações automatizadas. No estudo da Onlinecurrículo, 39% das pessoas afirmaram que precisariam de dispositivos para ajudá-las a criar conteúdos de qualidade – como textos, por exemplo.

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“Se a adoção da Inteligência Artificial resolver necessidades como essas, presentes nas empresas e na vida dos profissionais, então ela terá menos esse papel de substituição e mais de colaboração”, analisa Amanda Augustine. “Encontrar esse equilíbrio é o mais importante agora”, completa.

Profissões mais arriscadas

Desde o início do ano, quando o ChatGPT, da startup norte-americana OpenAI, entrou na agenda pública, muitas listas de empregos possivelmente ameaçados pela nova tecnologia surgiram nos meios de comunicação.

Em março, o próprio ChatGPT foi provocado a produzir sua relação – e respondeu com 80 profissões que poderiam ser, de fato, substituídas por ele. Entre elas, apareceram trabalhos como o de tradutor, designer gráfico, assistente financeiro, fotógrafo, contador e corretor de imóveis.

Os brasileiros, porém, observam que as atividades que correm mais risco são as que lidam com o atendimento ao público. Para a maioria (69%) das pessoas, a Inteligência Artificial vai assumir o trabalho dos operadores de telemarketing em breve.

Outra profissão vista como ameaçada é a de operador de caixa, citada por 68% dos entrevistados.

Aparecem com força na pesquisa ainda profissões como operários de fábrica (39%) e analistas de dados (38%).

Na contramão, profissões como motoristas de caminhão (14%), professores (12%), advogados (8¨%), jornalistas (7%) e médicos (6%) estão, no imaginário dos brasileiros, mais protegidas.

“Importante ressaltar que a ideia comum de que trabalhos de menor valor agregado são mais suscetíveis à IA não se sustenta, porque, na verdade, muito das potencialidades dela está em realizar tarefas complexas – hoje feitas por cargos de analistas e diretores”, observa Augustini.

A Onlinecurrículo ouviu 700 pessoas de diversos segmentos produtivos, faixas etárias, classes sociais e regiões do país entre os dias 14 e 21 de junho de 2023. A margem de erro da pesquisa é de 3.7 pontos percentuais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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