B3 anuncia nova carteira do Ibovespa até dezembro

B3 anuncia nova carteira do Ibovespa até dezembro

Principal índice do mercado brasileiro serve de referência para investimentos como ETFs e fundos

A nova carteira do Ibovespa B3, principal indicador do desempenho das ações mais negociadas da Bolsa, será composta por 86 papéis, de 83 empresas brasileiras (ações ordinárias, ON, e preferencias, PN, de uma mesma companhia também podem integrar o indicador). Válida desde esta segunda-feira, 4 de setembro, até 29 de dezembro de 2023, a composição com base no fechamento do pregão de 1º de setembro de 2023, registra a entrada das empresas PetroReconcavo ON (RECV3) e do Grupo Vamos ON (VAMO3) e a saída da Meliuz ON (CASH3). Os cinco ativos com maior peso na composição do índice são:

Vale ON (14,766%)

Petrobras PN (7,214%)

Itaú Unibanco PN (6,428%)

Petrobras ON (4,467%)

B3 ON (3,579%)

Na carteira que valerá para os próximos quatro meses, os setores com mais representatividade são: setor financeiro (22,767%), petróleo (17,193%), minério e outras commodities (15,287%) e energia elétrica (9,953%).

Para compor a carteira do Ibovespa B3, as companhias listadas precisam cumprir alguns requisitos como:

  • negociadas em 95% dos pregões no período de vigência das últimas três carteiras (aproximadamente 1 ano),
  • movimentação financeira equivalente a pelo menos 0,1% do volume financeiro do mercado à vista no mesmo período e
  • estar entre os ativos que representem 85% em ordem decrescente de Índice de Negociabilidade (IN), que mede o volume negociado por um ativo na bolsa
  • não ser penny stock (ações negociadas por valor abaixo de R$ 1,00)

Idiversa, novo índice ESG da B3

Esse foi o primeiro rebalanceamento do IDIVERSA B3, também vigente de 4 de setembro de 2023 até 29 de dezembro de 2023. Lançado em agosto, esse é o 10º índice ESG na bolsa do Brasil e o primeiro índice latino-americano a combinar num único indicador critérios de gênero e raça.

“Os índices com teses ESG são termômetros importantes para que as empresas avaliem como estão suas práticas. Por meio desses indicadores, a bolsa do Brasil apoia as empresas listadas na evolução de sua jornada, avaliando a performance nos critérios específicos de cada um dos índices”, afirma Henio Scheidt, gerente de produtos da B3. Segundo ele, trata-se também de mais uma oportunidade de investimento: “Estamos oferecendo ao mercado mais uma tese de investimento que consolida a B3 como a principal provedora de índices do país”.

A bolsa do Brasil conta com outros importantes índices ESG, como o IGPTW B3, que reúne as melhores empresas para trabalhar com base na pesquisa IGPTW, o ICO2 B3, que oferece aos investidores um indicador com empresas que medem suas emissões de gases de efeito estufa, e o ICBIO B3, que acompanha os preços dos créditos de descarbonização.

Além de trazer indicadores relevantes para o mercado sobre as práticas de sustentabilidade das empresas, os índices possibilitam que os investidores invistam em teses temáticas por meio de ETFs, fundos de índices que refletem a variação das empresas que o compõe. Desta forma, é possível alinhar os objetivos, perfil investidor e valores em produtos que permitem investir em várias empresas com um só ativo.

Ibovespa B3

Completando 55 anos em 2023, o Ibovespa B3 reúne os ativos com maior volume negociado no pregão da bolsa do Brasil e serve de referência para investimentos como os ETFs, fundos de investimentos listados em bolsa que replicam o desempenho de um índice de referência.

Além dos ETFs (Exchange traded fund), o índice é utilizado como referência para outros produtos financeiros, como os futuros de Ibovespa e as opções sobre Ibovespa.

A porta de entrada, que vai definir se um papel será incluído ou não no índice, é a liquidez, ou seja, a capacidade que essa ação tem de ser comprada ou vendida rapidamente pelos investidores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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