Comunidade internacional busca promover jogo responsável

Comunidade internacional busca promover jogo responsável

Novo conjunto de regras ajuda operadoras e plataformas B2B e B2C a cumprir as regulamentações de jogo responsável

A comunidade global de jogos vem unindo esforços para proteger os jogadores e essa indústria em expansão. No mundo todo, existem aproximadamente 3,09 bilhões de jogadores ativos de videogame – número que deve saltar para 3,32 bilhões até o final de 2024. Diante das transformações que a indústria dos jogos vem enfrentando, não só em relação aos avanços tecnológicos, mas com mudanças na regulamentação, a American Gaming Association definiu setembro como o Mês da Educação para o Jogo Responsável – a fim de fomentar maior consciencialização sobre práticas de jogo responsáveis.

Embora a China ainda seja o maior mercado para esportes eletrônicos, os EUA ocupam posição de destaque, disputando o maior número de torneios de esportes eletrônicos até agora. Em termos de receita, americanos estão à frente de chineses, seguidos por Coreia do Sul, Alemanha e Reino Unido – que tem envidado esforços para que essas plataformas sejam apenadas com multas pesadas quando falham em termos de responsabilidade social e no combate à lavagem de dinheiro. No primeiro semestre deste ano, os reguladores de jogos de azar em toda a Europa, América do Norte e Austrália aplicaram multas totalizando mais de 75 bilhões de euros.

De acordo com Tony Petrov, diretor jurídico da Sumsub – plataforma global de verificação de ciclo completo – o “jogo responsável” é um conjunto de diretrizes projetadas para proteger jogadores vulneráveis, garantir a conformidade com as regulamentações, mitigar riscos legais e preservar a reputação de uma plataforma. Está prevista, também, a responsabilidade dos operadores na implementação de medidas que previnam comportamentos prejudiciais no jogo, estabelecendo limites de depósito, oferecendo opções de autoexclusão e fornecendo recursos para os jogadores procurarem ajuda caso desenvolvam um vício no jogo.

Avalições são necessárias

“É fundamental que as plataformas de jogos eletrônicos sejam constantemente avaliadas, a fim de se descobrir e corrigir eventuais problemas”, diz Petrov. Entre eles, o executivo da Sumsub destaca: controles insuficientes para proteger os usuários; monitoramento ineficaz do jogo e da duração sem interação; nenhuma evidência ou manutenção de registros de interação com o cliente; falhas na etapa KYC (conheça-seu-cliente, do inglês know-your-client), alertas de apostas muito altas etc.

Segundo Petrov, é da Sumsub a primeira solução de jogo responsável lançada por um provedor de verificação no mercado global. O objetivo é permitir que as empresas de e-Games promovam jogos responsáveis e seguros. “A primeira solução automatizada foi desenvolvida com base no sistema de monitoramento de transações da Sumsub e na experiência em conformidade global, oferecendo um conjunto de regras para controles de jogo responsáveis”.

A solução inclui: configuração flexível do fluxo de trabalho KYC, análise de padrões de apostas e monitoramento do comportamento dos jogadores e alertas de atividades suspeitas, bem como possíveis verificações de vício em jogos. “Essas regras foram projetadas para ajudar as operações de jogo a detectar valores de depósito desproporcionais em relação à renda do jogador, detectar se um jogador aumenta ou desativa seus limites de jogo, verificar a frequência e duração da sessão de jogo, o tempo de jogo e muito mais”, diz o executivo.

Riscos

Em determinados países, a Sumsub também fornece pacotes de regras pré-configuradas para integração de usuários e verificação de suas atividades de jogo de acordo com os requisitos regulatórios locais. “Este tipo de automatização permite que as plataformas de jogos não só reduzam o tempo e o custo do trabalho manual, mas também evitem riscos associados ao fator humano”, diz Petrov. Em análise mais profunda, o especialista acredita que a solução ainda ajuda as empresas do setor de jogos a combater o roubo de identidade e a fraude de pagamento, além de evitar problemas que vão desde o abuso de bônus até a aquisição de contas e a lavagem de dinheiro, e a manter a conformidade geral com jogos responsáveis.

“Outra virtude dessa nova solução de controle de jogo responsável é permitir que as plataformas de jogos online detectem jogadores viciados, mitiguem riscos de fraude e garantam total conformidade com as mais recentes regulamentações do setor, tudo em tempo hábil”, diz Tony Petrov. “Ao fornecer um conjunto de regras automatizado, embora flexível, a Sumsub permanece na vanguarda do jogo seguro e ativamente promove o jogo responsável entre as organizações que moldam a indústria”.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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