Pesquisa aponta que volume de insolvências nas empresas pode crescer 29% no Brasil neste ano

Pesquisa aponta que volume de insolvências nas empresas pode crescer 29% no Brasil neste ano

Estudo da Allianz destaca que na França e Estados Unidos o aumento ficará acima de 40%

Uma pesquisa realizada pela empresa Allianz Trade destaca que o volume de insolvências nas empresas brasileiras deve subir acima do que está previsto na América Latina. A projeção é de um acréscimo de 29% nesse número no país em 2023, contra 20% no restante do continente. Para especialista em Direito Empresarial, ainda existe uma demanda reprimida das consequências da pandemia, somada aos juros altos.

Essa expectativa de aumento abrange pedidos recuperação judicial e falências. Divulgado recentemente, o Relatório de Insolvência Allianz Trade 2023 destaca esse desempenho em nível global. No mundo todo, esse crescimento deve chegar a 21%, com destaques negativos previstos para a França (+41%) e Estados Unidos (+49%).

Essa tendência tanto em nível mundial quanto no país já é confirmada com o resultado registrado no primeiro semestre deste ano, quando foram 593 requerimentos ingressados na Justiça, segundo levantamento da Serasa Experian. Esse total representa um aumento de 52,1% em relação igual período de 2022, quando houve 390 solicitações do gênero.

O advogado especializado em Direito Empresarial, Fernando Brandariz, destaca que muitas empresas ainda sofrem os reflexos da pandemia. Por esse motivo, uma das poucas alternativas de se manter em atividade é a utilização de processo de recuperação judicial.

“Muitos empresários tentam manter os seus negócios, mesmo com os juros altos. Se não houver um aumento da demanda rapidamente, ainda ocorrerão outros pedidos de recuperação judicial”, avalia. Para ele, a situação se reverterá somente se os juros diminuírem drasticamente para estimular o crescimento da economia.

Recorde no primeiro semestre

A tendência negativa da pesquisa da Allianz Trade também é reiterada porque o volume de pedidos apresentados na primeira metade de 2023 só perde para o registrado em 2020, quando houve 601 pedidos em igual época, segundo a Serasa Experian. Em meio a esse contingente do início deste ano, estão os casos mais emblemáticos, como a Lojas Americanas, o Grupo Petrópolis, a Light, a Oi, a Raiola, a Nexpre e a Avibras.

E esse cenário ainda se mantém no segundo semestre, quando foram anunciados outros pedidos de recuperação judicial. Um deles é a da 123 Milhas, que enfrenta uma grave crise. Outra empresa que entrou com essa solicitação foi a M. Officer, neste mês. A gigante do setor de vestuário alegou justamente dificuldades geradas pela pandemia.

Também no primeiro semestre de 2023, foram registrados 546 pedidos de falência das empresas, um aumento de 36,2% na comparação com o mesmo período de 2022.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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