Programa Kuré foca captura de biogás em plantas de produção de suínos

Programa Kuré foca captura de biogás em plantas de produção de suínos

Ecosecurities é a responsável pela coordenação e implementação do programa para geração de créditos de carbono junto a cooperativas e produtores rurais

A ecosecurities, pioneira mundial em projetos de crédito de carbono e ações climáticas, lança o Programa Kuré, que será responsável pela geração de créditos de carbono pela captura e aproveitamento energético do biogás gerado por resíduos orgânicos da agropecuária. O programa será realizado inicialmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País, especialmente em fazendas de produção de suínos confinados, e visa reduzir a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE).

A proposta do programa Kuré é credenciar atividades futuras de tratamento dos resíduos agropecuários para geração de créditos de carbono. O tratamento destes resíduos é feito por meio de biodigestores, com captura e aproveitamento do biogás gerado no processo. As usinas de tratamento instaladas nas próprias fazendas ou em unidades centrais, receberão os resíduos por tubulação ou transporte rodoviário para tratamento e transformação.

“O Kuré visa fomentar a economia circular ao permitir um destino mais nobre para resíduos antes desvalorizados, estando de acordo com a legislação ambiental. Os créditos de carbono visam fornecer uma fonte de receita futura adicional, viabilizando a instalação de novos biodigestores onde tradicionalmente são utilizadas esterqueiras para gestão dos resíduos agropecuários. Estes novos biodigestores contribuem para o aumento do caráter sustentável da atividade e favorecem todo o entorno, que estará livre de contaminações, odores e patógenos”, explica Thiago Viana, Gerente da ecosecurities e responsável pelo programa.

Por meio do Kuré, a ecosecurities se responsabiliza por todas as etapas do projeto de carbono, desde a concepção à coordenação e gestão das atividades. Aos produtores rurais caberá a instalação, construção e operação dos biodigestores (ou usinas de biodigestão), com o benefício de iniciar uma solução duradoura e ambientalmente correta para tratamento de resíduos que, anteriormente, liberariam metano para a atmosfera. Como benefícios adicionais, destaca-se o potencial aproveitamento dos resíduos do biodigestor: o biogás pode ser aproveitado energeticamente e o digestato pode ser transformado em fertilizante.

Para certificação dos biodigestores no mercado de carbono, a ecosecurities contará com um dos principais padrões de certificação do mercado. A certificação dos projetos neste programa possibilita a emissão de créditos de carbono de alta qualidade e integridade por até 15 anos. “Créditos de carbono provenientes de projetos de gestão de resíduos, como o programa Kuré, com forte engajamento comunitário, possuem benefícios socioambientais extraordinários. Este perfil de projeto, como esperado, é bastante visado por compradores no mercado de carbono”, afirma Thiago Viana.

Uma das primeiras atividades a serem desenvolvidas dentro deste programa está em instalação na cidade de Toledo, no Paraná. A Usina do Rocio está sendo conduzida em parceria com a Ambicoop, cooperativa de produtores agropecuários que será responsável pela operação e, assim, detentora da maior parte dos créditos de carbono a serem requeridos. A usina será instalada pela Mele Biogas GmbH, organização alemã especialista em usinas de biodigestão.

Nesta instalação centralizada de biodigestão, o gás gerado no tratamento dos resíduos de diversas unidades produtoras será aproveitado para geração de energia, com operação plena prevista para o segundo trimestre do próximo ano.

A expectativa da ecosecurities é que anualmente, apenas nesta unidade, sejam tratados mais de 345 mil metros cúbicos de dejetos agropecuários, sendo evitada a liberação de mais de 7,5 milhões de metros cúbicos de metano para o ambiente. Com isso, a estimativa é gerar aproximadamente 50 mil créditos de carbono por ano.

 

 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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