Estudo mostra queda acentuada no uso de dinheiro vivo para compras físicas

Estudo mostra queda acentuada no uso de dinheiro vivo para compras físicas

Levantamento identificou desafios para os vendedores no ambiente digital

A Cybersource, empresa da Visa especializada em gerenciamento e soluções para pagamentos digitais, divulga uma nova edição do Global Digital Shopping Index, estudo realizado em parceria com a PYMNTS que busca identificar novas tendências e padrões de comportamento dos consumidores no ambiente online. Um dos principais achados do estudo foi o forte crescimento das compras em lojas físicas utilizando carteiras digitais e cartões por aproximação.

Segundo o estudo, que trouxe números referentes ao ano de 2022, 48% dos entrevistados afirmaram terem usado essa modalidade de pagamento na sua compra mais recente, um crescimento de 216% em relação ao ano anterior. Em compensação, apenas 11% dos entrevistados realizaram o pagamento utilizando dinheiro vivo, uma queda de 42%.

Além do Brasil, o estudo também foi realizado na Índia, México, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e EUA, entrevistando 13.349 consumidores e 3124 comerciantes, trazendo dados comparativos entre o perfil de consumo dos países. Um deles é a preferência por lojas físicas, que ainda são as favoritas entre os brasileiros. 67% dos entrevistados locais afirmam que sua compra mais recente foi uma loja física, o segundo maior número entre os pesquisados, atrás apenas do México, com 71%. Quando perguntados a razão pela preferência pela loja física, 57% dos brasileiros afirmaram que a disponibilidade imediata do produto foi um fator determinante.

Contudo, isso não quer dizer que os brasileiros descartam a experiência online. Na realidade, o consumidor adotou ferramentas online como forma de buscar a melhor experiência e economia no ato da compra. Metade daqueles que fizeram sua última compra física afirmaram utilizar o smartphone no ato da compra. Entre estes, 32% realizam pesquisas em outros estabelecimentos para comparar preços e 24% buscam por cupons ou oportunidades de desconto, criando assim uma experiência híbrida.

“O estudo mostra que o consumidor brasileiro tem um perfil exigente, que gosta de personalizar a própria experiência de compra, sempre em busca dos melhores preços e maior agilidade possível para ter acesso a seu produto. É um ponto de atenção importante para comerciantes que, para se destacarem, precisam buscar formas de unir o digital e físico, disponibilizando diferentes opções de jornada de compra para o consumidor” afirmou Fernando Pantaleão, vice-presidente de Vendas e Soluções para Comércio da Visa. “A preferência por maior praticidade e agilidade também se reflete no crescimento dos pagamentos por cartões por aproximação e carteiras digitais, métodos mais seguros e rápidos.”

A demanda pelo acesso rápido ao produto também foi responsável pelo aumento de 37% no número de consumidores que optam por retirar seus produtos comprados online em estabelecimentos físicos, chegando a 25% do total. Quando este número é dividido entre os consumidores que buscam seus produtos diretamente na loja e aqueles que optam por retirar em estabelecimentos que oferecem o serviço de entrega sem a necessidade de sair do carro, a segunda categoria teve um crescimento significativo, saltando de 0,6% do total em 2021, para 8,9% em 2022.

O Global Digital Shopping Index também apontou que o preço do frete e a segurança de dados são fatores determinantes para os consumidores brasileiros realizarem uma compra. 13% dos entrevistados no país afirmaram que o frete grátis é o diferencial mais importante que um vendedor pode oferecer no momento da compra. É o número mais alto entre os países pesquisados, com o México em segundo com 7,7%.

O Brasil também lidera a preocupação com a segurança de dados. Por aqui, 11,4% dos consumidores disseram que este é o diferencial mais importante que o vendedor pode oferecer, contra 8,7% no México, também na segunda posição. Quando incitados a selecionar os cinco principais diferenciais de um vendedor para realizar uma compra, os brasileiros responderam da seguinte forma: Frete grátis (67%), melhores preços (64%), disponibilidade de entrega rápida ( 53%), conveniência de não ir à uma loja (50%), e encontrar os produtos facilmente (49%).

Por fim, o estudo trouxe um panorama da relação dos vendedores com o comércio online, e o levantamento aponta que muitos ainda subestimam a importância de uma boa experiência digital para impulsionar suas vendas. O Global Digital Shopping Index analisou 34 características consideradas diferenciais que os vendedores podem disponibilizar para os consumidores de forma a melhorar a experiência de compra, e dentre elas, os estabelecimentos nacionais possuem em média apenas 21 destas 34. É um número consideravelmente menor que as 25 oferecidas em média por comerciantes dos Emirados Árabes e 28 da Índia.

“O Global Digital Shopping Index traça um cenário no qual os comerciantes têm um potencial de melhoria na experiência de compra que podem oferecer aos seus clientes, seja disponibilizando novas opções no ato da compra, seja apresentando-as de forma mais clara na jornada do cliente” analisou Pantaleão. “É importante ter em mente que o consumidor brasileiro, mesmo quando realiza a compra em uma loja física, não deixa o digital de lado, e que integrar estes dois ambientes de forma eficiente traz um reflexo imediato no potencial de vendas”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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