Varejo tem retração após duas altas seguidas, mas previsão da CNC é otimista para 2023

Varejo tem retração após duas altas seguidas, mas previsão da CNC é otimista para 2023
Curitiba, 21 de dezembro de 2022 - Comércio no centro da capital paranaense.

Queda das vendas em segmentos que dependem do crédito impediu avanço do setor

Enquanto o setor varejista no Brasil enfrentou desafios em agosto, com uma ligeira retração após dois meses de crescimento contínuo, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém uma visão otimista para o restante de 2023, projetando um crescimento de 2%. Após registrar um avanço de 0,7% em julho, o varejo teve um declínio de 0,2% nas vendas em agosto, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados hoje (18 de outubro) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, é importante destacar que o varejo brasileiro continua a demonstrar um desempenho positivo no acumulado do ano, com um aumento de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse crescimento é impulsionado por setores que oferecem produtos essenciais, como hiper e supermercados, que tiveram alta de 3%; farmácias e drogarias, cujo aumento foi de 3,5%; e combustíveis e lubrificantes, para os quais o aumento foi ainda maior, de 9,2%. Conforme o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a estabilidade desses segmentos ao longo de 2023 pode ser atribuída à moderação dos preços (que subiram menos que a inflação) e à menor dependência das condições de crédito.

“A flexibilização da política monetária e a redução das taxas de crédito requerem tempo para gerar impactos significativos no setor”, afirma Tadros. Segundo o presidente da CNC, o varejo brasileiro permanece sob a influência de múltiplos fatores. “O cenário mostra a necessidade de uma abordagem cautelosa e estratégica para impulsionar o setor ao longo do restante do ano”, aponta.

Comércio de eletros enfrenta quedas

De acordo com o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, a política monetária do Brasil ainda desempenha um papel significativo, particularmente, em segmentos mais dependentes de crédito. Segmentos que dependem mais do parcelamento, como o comércio de artigos de uso pessoal e doméstico (predominantemente de eletrônicos), de móveis e eletrodomésticos, apresentaram variações negativas de 4,8% e 2,2%, respectivamente.

A estabilização dos preços em um patamar mais baixo do que em 2022 e a queda do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 8,73% para 4,61% em 12 meses, evidenciam o impacto das políticas monetárias. “Setores mais sensíveis ao crédito registraram variações negativas ou abaixo da média do varejo, refletindo o desafio de estimular as vendas em um cenário de endividamento das famílias”, explica Bentes. Desde outubro de 2021, aproximadamente 30% da renda média dos consumidores tem sido destinada ao pagamento de dívidas e serviços relacionados.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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