Banco BV lucra R$ 285 milhões no terceiro trimestre com resiliência em negócios maduros e avanço em diversificação

Banco BV lucra R$ 285 milhões no terceiro trimestre com resiliência em negócios maduros e avanço em diversificação

Carteira de crédito cresce 8,5% e totaliza R$ 85 bilhões, com liderança no financiamento de veículos, placas solares e empréstimo com garantia de veículo

O BV, um dos maiores bancos do país, encerrou o terceiro trimestre de 2023 com lucro líquido recorrente de R$ 285 milhões, alta de 0,4% em relação ao trimestre anterior. O resultado reflete a resiliência das principais linhas de negócios e avanços na agenda de diversificação. Na comparação com o mesmo período de 2022, o lucro recuou 26,2%, pressionado pelo aumento no custo de crédito que segue impactado pela alta do endividamento e inadimplência das famílias.

O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (ROE) fechou em linha com o 2T23, em 9,0%. A carteira de crédito atingiu R$ 85 bilhões, expansão de 8,5% na comparação com o ano anterior, e com destaque para o crescimento de 9,8% em veículos; 6,6% no Atacado e 8,1% nas avenidas de crescimento.

No financiamento de veículos leves usados, segmento em que o BV mantém a liderança há mais de 10 anos, a concessão registrou aumento de 22% no acumulado de 2023. No Atacado, a expansão reflete as oportunidades identificadas num cenário de baixa atividade do mercado de capitais durante o primeiro semestre, com destaque para o crescimento de 12,1% no segmento Corporate (empresas com faturamento entre R$ 300 milhões e R$ 1,5 bilhão).

Além de diversificação no portfólio de crédito, o banco segue avançando na agenda da ampliação das linhas de receita com destaque para o negócio de Banking as a Service (BaaS), que encerrou o trimestre com 76 parceiros e mais de R$ 110 bilhões em volume transacionado no acumulado do ano. Além disso, o negócio de Seguros registrou receita recorde com mais de R$ 1 bilhão em prêmios emitidos nos nove primeiros meses de 2023.

“Antevimos o ciclo de crédito adverso para as famílias na virada do 3T para 4T de 2021, o que nos permite agora em 2023 capturar o melhor momento do mercado de financiamento de veículos com forte originação e rentabilidade. Nossa carteira de Atacado também se mostra resiliente, com baixo custo de crédito, frente aos desafios do mercado corporativo num ambiente de juros ainda altos, comprovando a qualidade da estratégia de pulverização de risco que iniciamos em 2018”, afirma Gabriel Ferreira, CEO do banco BV.

Avenidas de crescimento

O BV manteve a liderança no segmento EGV com crescimento de 69,9% sobre o ano anterior e atingindo R$ 3,1 bilhões em carteira. O financiamento de painéis solares, setor em que o banco também ocupa a liderança, atingiu R$ 4,5 bilhões, com expansão de 10,4% nos últimos 12 meses. O portfólio apresentou crescimento mais moderado no período após antecipação de demanda ocorrida ao final de 2022, principalmente em razão do marco regulatório da Geração Distribuída.

A carteira de pequenas e médias empresas (PME) cresceu 15,3% na comparação anual, atingindo R$ 1,9 bilhão, em linha com a estratégia de expansão no segmento, com foco em produtos com garantia (desconto de recebíveis).

Em sua estratégia relacional, o BV manteve 4,8 milhões de clientes pessoas físicas, sendo que 65% da base está conectada ao banco digital. O engajamento dos clientes, representado pelo volume transacionado (TPV), atingiu R$ 9,6 bilhões, expansão anual de 22,2%. A parceria com a Méliuz, anunciada em dezembro de 2022 avançou e, ao final do período, foram registradas 280 mil contas digitais BV.

Nos negócios maduros, a carteira de financiamento de veículos encerrou o trimestre em R$ 44,7 bilhões, aumento de 9,8% nos últimos 12 meses. A originação de financiamento de veículos cresceu 21,1% no terceiro trimestre e atingiu R$ 6,7 bilhões na comparação com o mesmo período do ano passado. A carteira ampliada do Atacado totalizou R$ 24,5 bilhões, alta de 6,6% na comparação com o segundo trimestre de 2022. A expansão reflete o crescimento de 12,1% no segmento Corporate.

Indicadores financeiros

As receitas cresceram 6,7% para R$ 7,9 bilhões nos nove primeiros meses do ano, impulsionadas pela retomada no principal negócio do banco, o financiamento de veículos leves usados e pela performance na agenda de diversificação. No mesmo período, as despesas do banco ficaram praticamente estáveis com queda de 0,4% mesmo com o índice de inflação em 5,2% no período.

“A maturidade dos investimentos em tecnologia realizados nos últimos anos permitiu que o crescimento das despesas administrativas e de pessoal ficassem abaixo da inflação. O índice de eficiência recuou de 39,4% no terceiro trimestre de 2022 para 37,1% no terceiro trimestre deste ano”, diz Ronaldo Helpe, CFO do banco BV.

A inadimplência acima de 90 dias atingiu 5,5%, estável em relação ao trimestre anterior. No varejo, o indicador encerrou o trimestre em 6,7%. No Atacado, a inadimplência permanece abaixo da média histórica, encerrando o trimestre em 0,4%.

“Vale destacar as revisões e ajustes na política de crédito que implementamos para fazer frente ao cenário econômico adverso, o que já reflete nos níveis de inadimplência das novas safras, indicando uma melhora nos indicadores de inadimplência para o final do ano”, afirma Helpe.

O Índice de Cobertura encerrou em linha com o trimestre anterior e com a média histórica no período pré-pandemia, em 155%. Já o Índice de Basileia fechou o período em 15,3%, uma alta de 0,6 p.p. sobre o trimestre anterior.

Destaques

Na agenda ESG, o banco mantém seu comprometimento por meio do “Pacto para um Futuro mais Leve 2030”, lançado em maio de 2021. Até o final do 3T23, mais de 3,4 milhões de toneladas de CO2 foram compensadas por meio do programa pioneiro de compensação de emissão de gás carbônico do principal negócio do banco, o financiamento de veículos leves usados, e R$ 19,7 bilhões foram financiados e distribuídos para negócios ESG no Brasil.

O banco BV obteve a primeira posição na categoria “banco” na premiação “100 Open Corps” e a 7ª colocação entre 100 empresas. O ranking é uma iniciativa que destaca startups e corporações em Open Innovation reconhecidas pela evolução nas práticas em inovação no Brasil e na América Latina.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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