Estudo aponta que franquias internacionalizadas têm maior maturidade digital

Estudo aponta que franquias internacionalizadas têm maior maturidade digital

Conclusão faz parte da nova edição do “Livro verde”, o sexto da série “Internacionalização das Franquias Brasileiras”

Quanto mais internacionalizada, mais madura digitalmente é a rede de franquia. Esta é uma das principais conclusões do estudo mais recente realizado pela ABF – Associação Brasileira de Franchising em parceria com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). A pesquisa está publicada no chamado “Livro Verde”, da série Estágios da Internacionalização das Franquias Brasileiras, que chega à sua 6ª edição sob o tema “Percepção da maturidade digital das redes de franquias brasileiras”. Iniciativa do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) / Mestrado e Doutorado em Administração da ESPM, o livro é assinado pelos professores Thelma Rocha (coordenadora), Eduardo Spers, Vanessa Bretas, Pedro Melo, Cláudio Oliveira e Cássia Pizani.

Os pesquisadores distribuíram as redes da amostra em quatro estágios de internacionalização, sendo o primeiro classificado como “Franchising Doméstico” e o quarto como “Envolvimento com Alto Comprometimento”.

O estudo mostra o avanço da expansão internacional das redes de franquias brasileiras a cada nova edição do livro, publicado pela primeira vez em 2010, bienalmente, com exceção de 2020 devido à pandemia. Enquanto em 2010 eram 65 franquias internacionalizadas, o número saltou para 213 neste ano. Deste total, 59% estão com envolvimento experimental no Estágio 2, 27% com envolvimento ativo no estágio 3 e 13% no estágio 4 com alto comprometimento, conforme a Figura 1.

Em 2023, além do grau de internacionalização, o levantamento revelou o grau de maturidade digital das redes pesquisadas, também distribuído em quatro estágios:

1) Promover e dar suporte;

2) Criar e construir (inovação e protagonismo);

3) Comprometimento em transformar (cultura e transformar gerenciamento) e

4) Centrado no usuário e processos elaborados.

Segundo a pesquisa, 67% das empresas que possuem Alto Comprometimento com a operação internacional, estão no estágio 4 da Maturidade Digital. Já em relação às redes com Envolvimento Ativo e Envolvimento Experimental no exterior, 60% delas estão também no estágio 4 de Maturidade Digital.

De acordo com Tom Moreira Leite, presidente da ABF, “esse importante estudo, que é fruto dessa profícua parceria iniciada em 2010 entre a ABF e a ESPM, ratifica os avanços das redes de franquias brasileiras em seu processo de internacionalização e é muito salutar que ele constate também um maior grau de maturidade digital das franqueadoras que investiram em sua expansão para o exterior. Nosso desejo é que ele contribua de algum modo para que mais e mais redes brasileiras avancem além-fronteiras”.

“Pensar no exterior é um movimento estratégico que deve ser calculado pelas redes de franquias. Especialmente, para as grandes marcas nacionais, que cresceram por forte dedicação de seu grupo de fundadores e executivos. A busca pela internacionalização envolve tanto produto, quanto tecnologia. O consumidor digital, a empresa conectada e suas diversas formas, são desafios de hoje e dos próximos anos destas redes de franquias”, afirma Thelma.

A professora completa que “a estratégia que a empresa escolhe para entrar no exterior é o começo de todo o processo de construção da marca, e deve ser acompanhada da decisão dos benefícios funcionais, simbólicos e experienciais que a marca quer oferecer, bem como a estratégia de posicionamento e desenvolvimento de um marketing mix competitivo”.

A China é uma das fronteiras para expansão das franquias brasileiras, apresentando também crescente maturidade digital por meio das suas plataformas de e-commerce, como foi debatido no painel “A redescoberta da China pós-pandemia: ecossistemas, inovação e oportunidades para marcas brasileiras”, apresentado na ABF Con 2023 (maior encontro do franchising brasileiro), realizada no final de outubro. O painel mostrou que o gigante oriental é o maior exportador do mundo, mas tem muito espaço para receber produtos e negócios também.

Recomendações

Livro Verde traz também recomendações para redes de franquia em processos de internacionalização, de acordo com seu estágio de evolução:

Estágio Recomendação
1 Promover e dar Suporte

Relacionados principalmente à priorização estratégica, trabalho flexível e suporte gerencial ao processo de transformação digital

2 Criar e Construir Inovações

As inovações digitais desempenham um papel de protagonismo, tanto no nível estratégico como em inovação de produtos e serviços.

3 Comprometimento em transformar

Dimensões de cultura e habilidades (pessoas), assim como organização e gerenciamento da transformação têm destaque neste estágio.

4 Centrado no usuário e em processos elaborados

Relacionado a uma variedade de dimensões. Devido à sua centricidade, contempla o envolvimento dos usuários nos processos de inovação, personalização das experiências do cliente e o foco nos dados do cliente quando do desenvolvimento das interações.

5 Negócio orientado a dados

A organização se utiliza das tecnologias avançadas da análise de dados para o planejamento das despesas, agrupamento dos dados dos clientes através dos diferentes canais, análises em tempo real e a personalização das interações dos clientes.

Metodologia

O Livro Verde é uma parceria do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) e MPCC da ESPM com Inteligência de Mercado e área de Internacionalização da ABF. Os dados foram obtidos por meio de pesquisa online com 79 respondentes, de um universo de 213 franquias brasileiras internacionalizadas, entre dezembro de 2022 e março de 2023.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *