Audiência de dissídio de profissionais da saúde é encerrada sem acordo

Não houve acordo na audiência de dissídio coletivo envolvendo os profissionais de saúde (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem) de Curitiba e Região Metropolitana, e os hospitais e outros estabelecimentos de saúde. O objeto do processo é a aplicação do piso nacional definido para cada uma das categorias, de acordo com a Lei 14.434, de 2022. A sessão foi realizada nesta sexta-feira (15) e foi presidida pelo vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), desembargador Marco Antonio Vianna Mansur.
Representados pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc), os profissionais de Saúde apresentaram sua pretensão de que os pisos salariais sejam aplicados até o mês de setembro, sem qualquer congelamento em relação a outros benefícios.
Por sua vez, os hospitais de Curitiba e Região Metropolitana, representados pelo Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), apresentaram proposta na qual o piso seria implantado em quatro anos, com o congelamento dos benefícios de adicional de insalubridade, anuênio e auxílio-alimentação. No entanto, os trabalhadores rejeitaram a proposta.
Diante do impasse, o vice-presidente do TRT-PR, Marco Vianna Mansur, determinou que o processo siga o seu trâmite regular, com juntada de defesa por parte dos hospitais e manifestação da parte suscitante (trabalhadores de saúde). “Parece-me que estão distantes as propostas, mas, para o entendimento, as portas estão abertas”, concluiu o magistrado.








