TCP registra 30% de aumento no número de mulheres em seu quadro de colaboradores

TCP registra 30% de aumento no número de mulheres em seu quadro de colaboradores

Foi-se o tempo em que boneca era coisa de menina e carrinho (ou navio) era brinquedo de menino. Nos últimos anos, as mulheres têm conquistado espaço em ambientes majoritariamente masculinos e mostrado que o “sexo frágil” tem muito mais força do que se imagina. A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, é um grande exemplo da presença feminina em cargos antes ocupados somente por homens: nos últimos 10 anos, o número de mulheres alocadas no setor de operações cresceu 126% somente nesta divisão da empresa. Já quando falamos em cargos de liderança, a representatividade é ainda mais expressiva: hoje são 33 líderes femininas, número 6 vezes maior do que o registrado em 2013.

O aumento da presença feminina na TCP não é por acaso. A empresa estabeleceu como uma de suas diretrizes aumentar a ocupação de mulheres em todas as áreas, principalmente no setor de operações. “Existe um alinhamento com os gestores para priorizar a triagem de currículos de mulheres para vagas que exigem mais atenção, organização e cuidado, como para operadores de RTG e CT, por exemplo”, diz Washington Renan Bohnn, gerente de RH e qualidade da TCP.

Daniele Midori faz parte da turma das 10 primeiras mulheres a integrar uma equipe de operadoras de Caminhões de Transporte (CT) na TCP, isso há 12 anos. Ela trabalhou quatro neste equipamento – capaz de carregar até 85 toneladas e responsál por transportar os contêineres dentro do terminal entre as pilhas e o cais. Após este período, teve a oportunidade de participar de treinamentos e oportunidades internas, sendo promovida para o cargo de operadora de RTG, função que desempenha há oito anos.

“No início não foi fácil por conta do medo de altura, mas aos poucos aprendi a executar a função com segurança e satisfação. Tenho muito orgulho por ser operadora de uma máquina de grande porte”, revela. Os RTGs são guindastes em forma de pórtico, responsáveis por empilhar os contêineres no pátio do terminal. Eles possuem capacidade de içamento de 46 toneladas e possuem uma altura de elevação de 21,2 metros, o equivalente a um prédio de mais de 7 andares.

Segundo Bohnn, além de mais oportunidades de emprego no Terminal, o crescimento no número de profissionais em cargos operacionais é reflexo das mulheres se sentirem mais seguras e confiantes para buscar vagas e desenvolvimento nesta área, recebendo suporte e treinamento da empresa, como é o caso de Solange do Rocio Ramos, operadora de CT.

Ela trabalhou como comerciante desde a adolescência e decidiu aprender a dirigir caminhões por influência do marido, que é motorista. Há 6 anos, ingressou na TCP dirigindo caminhões convencionais na antiga área de depósito, mas logo foi promovida e recebeu treinamentos da própria empresa para operar CTs, cargo que ocupa desde 2021. Hoje, além de dirigir os equipamentos, ela também treina novos operadores, já tendo formado três novos motoristas de CT. “Eu me sinto reconhecida por hoje poder treinar as motoristas que farão parte da equipa da TCP e é muito bom ver que aqui damos oportunidades para novas profissionais, mostrando que o lugar da mulher é onde ela quer estar”, diz Solange.

Atualmente, o Terminal conta com 62 CTs e mais sete devem chegar ainda em 2024. Já os RTG’s somam 40, sendo que 11 destes foram adquiridos no último ano. Dos 102 equipamentos, 19 são operados por mulheres, um número que pode parecer ainda pequeno, mas teve expressivo crescimento se comparado à 2010, quando não havia nenhuma mulher neste setor.

São 13 operadoras de CT e seis operadoras de RTG, destas, nove profissionais já trabalhavam na TCP e alcançaram os novos postos por meio de progressão e treinamento dentro da empresa, e 10 foram contratadas por meio de processo seletivo direto para estes cargos. “Isso demonstra a preocupação da TCP em desenvolver e capacitar suas profissionais, para que elas tenham as mesmas oportunidades que os homens e possam estabelecer um plano de carreira no Terminal que não as limita quanto à posição hierárquica ou cargo que exige treinamento técnico”, completa Washington.

Terminal promove ações internas para a Semana da Mulher

Entre os dias 6 e 8 de março, a TCP realiza uma série de ações internas para o Dia da Mulher, focadas no bem-estar e na oferta de serviços para suas colaboradoras. Na sexta, será disponibilizada a palestra “Encorajamento e apoio ao crescimento profissional feminino”, apresentada pela psicóloga Lidiane Costa Maria da Silva.

A TCP é considerada a maior empregadora do litoral paranaense, somando 1500 funcionários. Só em 2023, 70 mulheres foram contratadas, totalizando 303 profissionais, o que representa 20% da força de trabalho do terminal.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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