Condomínio paga imposto de renda?

Condomínio paga imposto de renda?

Apesar de possuir CNPJ, os condomínios não são considerados pessoas físicas ou jurídicas perante a legislação

Uma gestão condominial bem organizada é caracterizada também pela antecipação às necessidades do empreendimento. Incluir os compromissos fiscais ao planejamento anual do síndico e, consequentemente, estar em conformidade com o recolhimento de impostos é o básico das obrigações fundamentais. Nessa jornada dos responsáveis pela gestão condominial, podem surgir dúvidas como: será que o condomínio está sujeito ao pagamento do imposto de renda?

Rodrigo Della Rocca, CEO e cofundador da fintech para condomínios CondoConta, destaca que não há a obrigatoriedade da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, já que neste caso, a renda arrecadada através das cotas condominiais têm por intuito atender às necessidades pontuais de seus condôminos, ou seja, não há obtenção de lucros em um condomínio. “Porém, além do Imposto de Renda, há algumas obrigações tributárias e acessórias que precisam ser enviadas, como a DIRF, por exemplo”, comenta.

Apesar de possuírem CNPJ, os condomínios não são classificados como pessoas físicas ou jurídicas perante a legislação, o que frequentemente gera confusão entre síndicos. Observando este cenário, o CondoConta reuniu as principais informações para responder às dúvidas referentes ao imposto de renda e quais as obrigações tributárias do condomínio.

Para entender se o condomínio paga imposto de renda, é preciso conhecer o que diz o Parecer Normativo CST nº 76 de 09/02/1971, que afirma que o condomínio “tem por fim exclusivo cuidar dos interesses comuns dos co-proprietários do edifício na forma da Lei nº 4.591, de 16 de dezembro de 1964, não é pessoa jurídica ou equiparada, e por isso mesmo não está sujeito à inscrição no CGC do Ministério da Fazenda”.

Rodrigo pontua ainda que “caso o condomínio tenha alguma receita especial, como aluguel de topo de prédio ou publicidade, por exemplo, a situação muda”. Nesses casos, o especialista recomenda a ajuda de um profissional contábil para esclarecer situações específicas.

O executivo destaca que os condomínios não se enquadram em regimes tributários, entretanto, são sujeitos passivos da obrigação tributária. Isso significa que estes empreendimentos não são isentos de pagar ou recolher impostos. Alguns deles são:

Declaração do Imposto sobre a Renda Retida na Fonte (DIRF)Quando o condomínio contrata colaboradores pelo regime CLT (isso vale também para o síndico), com salários acima de R$ 2.824,00 (valor sujeito a alterações através de legislação específica), é necessário o recolhimento do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). O condomínio, ao pagar o salário para o seu colaborador, retém (desconta) o imposto a recolher em guia própria para a Receita Federal.

Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS

O FGTS deve ser pago apenas quando o condomínio possui funcionários. O pagamento é feito mensalmente, até o dia 7 do mês seguinte em que o salário foi pago, e tem base de cálculo de 8% da remuneração mensal do funcionário.

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins

A Cofins deve ser paga sempre que houver contratação de prestadores de serviço, desde que o valor de retenção das contribuições for maior que R$ 10,00.

Rodrigo finaliza que embora o regime tributário para condomínios seja único, as obrigações são muito parecidas com as de uma empresa. “Por essas particularidades da vida dos condomínios, quanto mais profissional for a administração, mais tranquilidade haverá na hora de pagar os impostos”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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