Vale-refeição dura apenas 11 dias em 2024

Vale-refeição dura apenas 11 dias em 2024

Benefício de enorme importância para o trabalhador brasileiro continua não chegando ao fim do mês

Um levantamento feito pela Pluxee, parceira global em benefícios e engajamento para colaboradores, indicou um equilíbrio na duração do vale-refeição no primeiro trimestre de 2024, em relação ao mesmo período do ano passado. O benefício que garante por lei a alimentação do trabalhador está durando em média 11 dias, o mesmo tempo registrado em 2023.

O estudo ainda revelou que o gasto médio dos brasileiros que usam o benefício foi de R$ 51,19 por transação no primeiro trimestre de 2024. O almoço foi o horário em que houve maior uso do vale-refeição no período e corresponde a 40% do total. Na sequência, aparece o horário do jantar, com 31%. O meio da tarde registrou 16% e o início da manhã, 13%, representando respectivamente os horários de lanche e do café da manhã.

SÉRIE HISTÓRICA
ANODURAÇÃO
202411
202311
202213
2019*18

*Índice não foi realizado durante o isolamento social,
em 2020 e 2021.

“Pelo segundo ano consecutivo, vimos a inflação impactar na duração do vale-refeição, que manteve o patamar dos 11 dias. Essa constância é positiva, apesar do período ainda ser baixo”, avalia Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee.

Gastar sola de sapato e se manter fiel a alguns estabelecimentos podem ter sido estratégias usadas para esticar a duração do vale-refeição. “A pesquisa indica que 38% dos usuários percorrem até 3 km para utilizar o benefício e 48% deles consomem em até três restaurantes diferentes. Isso demonstra que a maioria dos usuários de vale-refeição possui um horário de almoço pré-definido, fator decisivo para consumirem em estabelecimentos que conhecem ou preferem, como forma de economizar tempo e dinheiro”, detalha Tombé.

Dentro desse contexto, os profissionais também tentam escolher locais com o melhor custo-benefício possível, levando em consideração o valor diário do vale-refeição. “Trabalho na região da Av. Brigadeiro Faria Lima e opto por lugares que ofereçam a refeição completa, com o prato, a bebida e a sobremesa, dentro do valor que a empresa disponibiliza de vale-refeição”, afirma Vinícius Fernandes, psicólogo que atua na área de Recursos Humanos.

Uso do vale-alimentação cresceu

As transações realizadas com vale-alimentação registraram aumento de 9% no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2023, de acordo com levantamento da Pluxee. O recorte apenas das transações online com o benefício mostra um crescimento ainda mais amplo, de 25%.

O estudo ainda indica que 51,31% dos usuários percorrem até 3 km para uso do benefício e 39% do crédito é utilizado na primeira semana do mês. Sábado é o dia com maior uso do benefício, chegando a registrar 22% do total de transações. O gasto médio por compra, tendo o benefício como forma de pagamento, foi de R$ 94,70 nos três primeiros meses deste ano.

Distribuição do consumo com vale-alimentação
no 1º trimestre/2024
Supermercado43,76%
Atacarejo20,46%
Minimercado12,18%
Padaria7,61%
Açougue/peixaria5,04%

O levantamento registrou que 67% dos usuários efetuaram compras em até três estabelecimentos diferentes; 22% visitaram entre quatro e seis estabelecimentos; 8% usaram o benefício em até 10 locais distintos; 2% em até 15 e apenas 1% dos usuários compraram itens de alimentação em mais de 16 estabelecimentos.

“Os dados refletem a retomada do crescimento do setor supermercadista, que evoluiu 2% no primeiro trimestre no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). É um indicador positivo para a economia do País, especialmente considerando o aumento nas vendas de produtos alimentícios e bebidas, e impacta positivamente também nos indicadores de geração de empregos formais”, avalia Tombé, diretor executivo de Estabelecimentos da Pluxee.

Perfil do trabalhador formal no Brasil

Um levantamento da Pluxee traçou o Perfil dos Trabalhadores Formais no Brasil e revelou que 90% dos entrevistados recebem algum benefício, seja direto ou indireto. Entre os vouchers mais recebidos, se destacam o vale-alimentação (56%), vale-transporte (50%) e o vale-refeição (43%).

Os dados mostram que o valor facial médio dos benefícios voltados à refeição e alimentação no Brasil é de R$ 480,48. Regionalmente, o valor médio apontado pelo estudo é de:

REGIÃOVALOR MÉDIO
Cento-OesteR$ 546,35
SudesteR$ 491,82
SulR$ 490,74
NorteR$ 459,85
NordesteR$ 397,06

A pesquisa ainda revelou que 62% das empresas que oferecem benefícios aos funcionários atuam no setor de serviços; 15% são indústrias; 10% são comércios; 6% são do setor de construção; 4% atuam em transporte e agronegócios; e 2% em outros setores.

As pequenas e médias empresas (PMEs) são as que menos oferecem benefícios e incentivos aos colaboradores: em média três. Na sequência, aparecem as companhias medianas, com cerca de cinco benefícios; e as grandes corporações, que fornecem seis benefícios.

O levantamento aponta que o vale-alimentação é o benefício mais desejado por 46% dos trabalhadores, seguido por seguro saúde (46%) e vale-refeição (31%). Os trabalhadores entrevistados que recebem vales alimentação e refeição demonstraram mais disposição para recomendar a empresa que trabalham para quem busca emprego, com um Net Promoter Score (NPS ou escala de promoção da rede, em tradução literal) de +44. Por outro lado, os entrevistados que recebem apenas vale refeição, e não recebem alimentação, apresentam um menor índice de recomendação, com um NPS de +18, apenas.

Para 57% dos participantes da pesquisa, os benefícios representam um complemento do salário e 54% consideram uma forma de valorização profissional. Já 51% entendem que trazem qualidade de vida e um incentivo para continuar trabalhando na empresa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *