Arraiá da educação financeira: 4 dicas de como introduzir as finanças pessoais nas escolas

Arraiá da educação financeira: 4 dicas de como introduzir as finanças pessoais nas escolas
Cute asian little girl playing with coins making stacks of money,kid saving money into piggy bank, into glass jar. Child counting his saved coins, Children learning about for the future concept.

Época festiva pode ser aproveitada em sala de aula para desenvolver e ampliar as noções de economia e finanças

Tradição tipicamente brasileira, as festas juninas costumam ser celebradas em escolas por todo o país. Com brincadeiras variadas e as típicas barraquinhas de comes e bebes, o evento reúne pais, alunos e professores em um momento de descontração e diversão. Mas por que não aproveitar o ambiente mais casual, onde costuma-se trocar as atrações por fichas compradas num caixa, e de quebra trabalhar conceitos financeiros com os jovens?

A escola tem um papel de muita importância no desenvolvimento infantil e, consequentemente, na formação das próximas gerações. É onde se ampliam conhecimentos e se constroem valores. É lá que são absorvidos os primeiros ensinamentos da infância, muitos dos quais acompanham as crianças até a vida adulta. Por isso, quanto mais cedo forem introduzidos conceitos importantes de economia e finanças, por exemplo, melhor preparados estarão os cidadãos do futuro.

Para Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal 100% online, ensinar os pequenos desde cedo a serem atentos aos gastos é uma lição valiosa. “O hábito da mesada, sozinho, nem sempre faz o trabalho de conscientizar sobre custos. Mas o contato com o dinheiro, aliado a uma educação financeira formal, pode contribuir muito para uma educação financeira mais precoce. Se recebermos esses ensinamentos desde cedo, na escola e em casa, é mais provável que nos tornemos adultos que sabem usar o dinheiro e que terão mais jogo de cintura para lidar com imprevistos, porque nada disso vai ser novidade”, afirma.

Para celebrar este mês, a executiva traz quatro dicas de como aproveitar as festas juninas e contribuir para transmitir lições financeiras aos mais novos. Confira:

1- Entendendo os gastos 

A partir do momento que a criança ou adolescente tem acesso a algum dinheiro, como uma mesada, é importante que ela passe a planejar com o que gastará a quantia, seja ela qual for. Pode-se usar um evento pontual como uma festa junina para desenvolver conceitos como preços do que está à venda nas barracas e dinheiro disponível. Peça que ele ou ela anote como pretende gastar e em quais lugares, para ter uma noção de quanto ainda terá para repetir algo que tenha gostado mais. O mesmo vale para a mesada e gastos durante a semana, para avaliar o que dá pra se fazer até o próximo “pagamento”. Essa atitude ensina a planejar e a enxergar os gastos de forma macro.

2- Responsabilidade

Thaíne aponta a importância de as crianças entenderem a responsabilidade que se deve ter com o dinheiro. Com a devida antecedência, na escola os professores podem falar sobre os preços das barracas, cálculo de troco, quanto cada um precisa ter para comer o que quer e participar das brincadeiras. A dinâmica pode mostrar aos mais novos que é preciso guardar um pouquinho todos os dias, para que seja possível aproveitar ao máximo a cantina da escola durante a semana, mas ter o suficiente para desfrutar do arraial quando a festa chegar.

“É comum que, tendo o poder de adquirir algo, elas não pensem duas vezes antes de gastar todo o dinheiro de uma só vez. Mas, se cederem ao impulso de gastar tudo que receberam, não poderão comprar mais nada até a próxima mesada. E tendo um evento planejado que vai acontecer antes da mesada seguinte os ensina a planejar, não agir sem pensar e ter responsabilidade sobre suas escolhas”, ressalta a executiva.

3- Paciência 

Uma lição importante que podemos transmitir é que o hábito de receber a mesada envolve paciência. “Uma vez que eles têm em suas mãos o próprio dinheiro para gastar como preferirem, muitas vezes vão desejar algo que não podem ter com apenas um repasse da mesada. Assim, aprendem a ser pacientes ao poupar para atingir o valor necessário, repensar os gastos cotidianos, até mesmo compreender que quando participam de um evento que envolve gastos extras, até quanto do seu dinheiro acumulado estão dispostos a comprometer na festa, ou até mesmo refletir se realmente querem aquilo”, finaliza a executiva.

4 – Auxílio na escola

A educação financeira dentro da sala de aula pode fazer a diferença na relação da criança com as contas, no futuro. Um bom método para inseri-la na vida do aluno é fazer rodas de conversa sobre a importância do dinheiro e como administrá-lo, mesmo que seja só a mesada. Isso já é um bom começo para introduzir conceitos básicos de economia, para que o aluno compreenda a importância e as consequências de suas escolhas financeiras. Projetos sazonais, como uma festa junina, podem ajudar a tornar ainda mais interessante e palpável conceitos geralmente abstratos e mais difíceis.

Ela também pode ser integrada às disciplinas, como matemática e estudos sociais, proporcionando uma visão prática e aplicada dos conceitos aprendidos. Dessa forma, os alunos estarão melhor preparados para enfrentar os desafios financeiros do mundo real e tomar decisões conscientes que favoreçam o seu bem-estar a longo prazo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *