Taxa Selic impacta compra de imóveis

Taxa Selic impacta compra de imóveis

A.Yoshii cresce mais de 70% em vendas de imóveis residenciais de alto padrão entre 2020 a 2023 e prevê crescimento superior a 20% em 2024

A Selic tem um impacto significativo na aquisição de imóveis, baixando os custos de financiamento e aumentando a demanda e a valorização dos imóveis, bem como o interesse por investimentos no setor. Um levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), revelou que o mercado imobiliário teve alta nas vendas e queda nos lançamentos em 2023. As vendas de imóveis residenciais novos cresceram 32,6% em 2023 na comparação com 2022. Em valores, as vendas tiveram alta de 34,7%, totalizando  R$ 47,9 bilhões.

Com boa evolução, o mercado imobiliário de luxo registrou crescimento. As vendas de imóveis de médio e alto padrão cresceram 81% entre janeiro e outubro de 2022. Somente no primeiro trimestre de 2023, as vendas de empreendimentos de alto padrão aumentaram 39,2% em comparação com o mesmo intervalo de tempo do ano anterior. Na totalidade do ano, a venda de imóveis desses segmentos cresceu 16,5%, e o mercado continua aquecido, com projeções animadoras para 2024.

Especificamente em Curitiba (PR), as vendas de imóveis residenciais cresceram 4% em 2023, totalizando 7.643 unidades comercializadas. O crescimento em ofertas dos padrões luxo e superluxo registrou aumento acima da média do mercado nacional, sendo  19,5% na categoria luxo (representando imóveis entre R$ 1,5 milhão e R$ 3 milhões) e 24,1% na superluxo (imóveis acima de R$ 3 milhões). Além disso, houve valorização dos imóveis residenciais (9,5%), representando quase o dobro da inflação apurada no período. Os dados são de uma pesquisa imobiliária realizada pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), em parceria com a Brain Inteligência Estratégica.

É hora de investir em imóveis?

A redução da taxa Selic possui efeitos diversos, de acordo com os níveis de renda dos consumidores, mas, de modo geral, torna mais acessível a compra de imóveis, por se tratar de um investimento a longo prazo e por facilitar o acesso ao crédito imobiliário. Ademais, as aplicações financeiras rendem menos no caso dos consumidores de maior renda e investidores devido à queda da Selic, o que faz crescer o interesse em aplicar em novas oportunidades de negócios, como o investimento em imóveis. “A previsão da maioria dos economistas é que a Selic chegue a 10% até o final deste ano. Acompanhamos de perto as projeções devido ao impacto nos negócios e acredito que a taxa de juros básica não deve cair muito mais do que essa projeção, devido à dinâmica nos mercados internacionais e o consumo das famílias e emprego aquecidos, o que pode pressionar para que a inflação demore a ceder além do patamar atual”, projeta a CFO do Grupo A.Yoshii, Eliane Nogiri Igarashi.

A Selic em 10,50% ao ano tende a baratear o crédito. Na visão de Eliane, esse indicador não influenciará de maneira significativa a performance da construtora, visto que os clientes interessados em imóveis de altíssimo padrão não dependem tanto de crédito imobiliário. “Todavia, é uma oportunidade interessante de investimentos e de rentabilização de capital”, aponta. “No caso da aquisição dos imóveis na planta, o ciclo de construção geralmente leva em torno de 36 meses, portanto, quem comprou imóvel nos últimos 12 meses ou está comprando agora, terá condições mais favoráveis com a inflação contida e juros mais baixos, caso prefira financiar o imóvel no momento da entrega do empreendimento”, complementa a CFO.

A taxa Selic tem a influência de acelerar ou enfraquecer as atividades da construção civil. Além dessa taxa, outros impostos e indicadores estão envolvidos e influenciam o valor do imóvel, como, por exemplo, o Índice Nacional do Custo de Construção (INCC). Essa correção é feita anualmente pela Fundação Getúlio Vargas e reúne os valores pagos pelas construtoras em materiais para construção, como tijolos, concreto, mão de obra, equipamentos, etc. Todos esses custos são corrigidos mensalmente e são variáveis.

“A Selic e o INCC possuem uma relação indireta. O nível da taxa básica de juros (Selic) é reflexo da expectativa de uma maior ou menor inflação no período à frente. O INCC é um dos indicadores de inflação monitorados, além de outros importantes como o IPCA e IGP-M. Quanto menor a projeção do INCC, mais amena será a inflação dos materiais e serviços, o que favorece a redução da Selic posteriormente. “Uma menor projeção do INCC nos auxilia na previsibilidade dos custos de construção e dos preços de vendas, além de uma menor correção dos contratos”, explica Eliane.

Expectativas do Grupo A.Yoshii

Nos últimos três anos, o país passou por um ciclo de aumento da inflação e de alta relevantes no custo da construção e, por consequência, nos preços dos imóveis. Todavia, a crise sanitária mundial também incentivou um novo olhar sobre a relação das pessoas com suas moradias, o que beneficiou as vendas da construtora nesse período. “Investimos em novos projetos, atingindo mais de 4,8 bilhões de VGV em lançamentos, com crescimento superior a 70% de vendas nesse intervalo. Temos uma expectativa muito positiva para 2024 em relação ao ano anterior, prevendo crescimento superior a 20% na receita do Grupo, considerando a estabilização da inflação e a velocidade de vendas tende a melhorar ainda mais com a redução da Selic nos próximos meses e o reforço na confiança do consumidor”, detalha a CFO.

Apenas em 2023, a construtora anunciou sete novos empreendimentos de altíssimo padrão nas cidades de Maringá, Londrina e Curitiba, no Paraná, e Campinas, em São Paulo, e finalizou as construções de seis edifícios. Neste ano, a construtora já anunciou três empreendimentos inéditos nas cidades de Campinas (SP), Londrina (PR) e Maringá (PR).

O momento atual oferece oportunidades interessantes para aqueles que desejam ingressar no mercado imobiliário, sobretudo investir em imóveis de alto padrão. “Ao aproveitar os lançamentos mais recentes no mercado de luxo, os investidores têm a chance de adquirir imóveis com preços atrativos e alto potencial de valorização, possibilitando retornos competitivos retornos competitivos e seguros para o futuro. Outro ponto a se levar em consideração na hora de escolher imóveis para investimento é a segurança e a saúde financeira, visto que os imóveis são bens físicos, seu investimento é mais seguro e menos suscetível a flutuações do mercado, inclusive a inflação”, finaliza a CFO.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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