Reforma tributária vai promover mudanças no canteiro de obra

Reforma tributária vai promover mudanças no canteiro de obra
Rio de Janeiro - Devesa Civil afirmou que não há riscos nas estruturas dos prédios da rua onde calçada cedeu por conta das obras da construção da linha 4 do metrô, em Ipanema, zona sul do Rio.

Forma de construir terá que ser alterada

O processo de industrialização da construção no Brasil pode ganhar um impulso com a reforma tributária que está em fase de regulamentação no Senado. Isso porque a construção off-site (fora do canteiro) passa a ter o mesmo peso tributário que a construção dentro do canteiro de obra. Hoje, essa linha de montagem é mais onerada.

Isso será uma mudança de chave de como a construção civil se comporta, disse o engenheiro civil José Carlos Martins, ex-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em sua palestra “Cenário atual, tendências e a industrialização da construção no Brasil”, na ES Construção Brasil, evento realizado em Vitória, pelo Sinduscon-ES.

“A gente vai ter que mudar a forma de construir. Precisamos aliar isso à sustentabilidade, que não permite que a gente tenha perdas. Temos um problema de falta de mão de obra capacitada. Precisamos reduzir a quantidade de horas trabalhadas no canteiro e transferir para dentro de uma indústria, coberta, sem poeira, sem sol, e temos a exigência do cliente que é cada vez maior. Quando se industrializa um processo, tem de se pensar mais profundamente no projeto, no uso e na manutenção”, disse o engenheiro.

A construção é um setor estratégico para o desenvolvimento do país. Hoje são 219 mil estabelecimentos e 2,7 milhões de empregados formais. Mas, alertou o palestrante, o setor vem perdendo dinamismo na última década.

A produtividade na indústria da construção está abaixo da média dos segmentos industriais intensivos em trabalho, bem como apresentou uma perda de produtividade mais
elevada. De acordo com Martins, a perda de produtividade chega a R$ 20 mil por trabalhador de 2010 a 2021.

A construção modular desponta neste cenário como uma alternativa para encarar esses desafios. A adoção da construção industrializada agrega maior valor ao setor, reduz o tempo de execução das obras, eleva a produtividade, afirma Martins.

“Se a gente não trabalhar e não adequar o nosso produto ao bolso da família, nós vamos perder mercado cada vez mais. Por que a gente tem que inovar? E por que nós temos que industrializar? Primeiro, porque somos um setor estratégico no crescimento nacional. Além de nós termos que crescer, nós somos estratégicos para o Brasil crescer”.

Só que esse processo encontra desafios, como ausência de programas estruturados, legislação que garanta segurança jurídica, burocracia e lentidão nas aprovações de projeto legal e de licenciamento ambiental.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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