Existe dívida boa? Sim, e ela não é do seu cheque especial

Existe dívida boa? Sim, e ela não é do seu cheque especial

O Natal e final de ano se aproximam e tanto consumidores como empresários se preocupam com o fechamento das suas contas em 2024

78.8% das famílias brasileiras estão endividadas (Dado CNC – Confederação Nacional do Comércio Bens, Serviços e Turismo. Referente a maio de 2024). Já quando falamos das empresas: 6.3 milhões de pequenas e médias empresas estão inadimplentes no Brasil. Trata-se do maior número absoluto de negócios com problemas para fechar a conta no azul.

As dívidas vêm acompanhadas de juros e é nesse ponto que consumidores e empresários começam primeiro a ficarem desesperados, e depois desanimados, pois não enxergam uma maneira de saldar as dívidas. ” Quando explico para as empresas que atendo que é necessário contrair uma dívida boa para eliminarmos a dívida ruim, geralmente, recebo um sonoro não, porém é um não com curiosidade. Os gestores das empresas querem entender o que é uma dívida boa, e é aí que entra o nosso trabalho”, explica Fernando Rebello, Diretor e criador da Allotter Financas.

Rebello já ajudou na Allotter mais de 20 empresas a se levantarem fazendo o uso da dívida inteligente, isso é contrair uma dívida com base no planejamento financeiro da empresa e que ela tenha um potencial de maior retorno do que juros cobrados. Exemplo: quando a empresa toma um empréstimo para financiar um novo equipamento, ou seja com o equipamento ela consegue aumentar a sua capacidade de cumprir novas demandas e com isso ter mais receita. É um exemplo de dívida inteligente.

A dívida inteligente é aquela que contribui para o crescimento do negócio e/ou do consumidor final. É aquela que gera receita e não apenas cobre os custos.Por exemplo: um cidadão que compra um veículo financiado para fazer entregas(transporte), ou seja, essa pessoa terá mais receita do que o valor que pagará nas parcelas deste financiamento. Outra forma também de se ter uma dívida inteligente é adquirir um empréstimo com taxa de juro mais baixa do que as dívidas que se tem. Ou seja, quitasse as dívidas e empréstimos, com esse único empréstimo feito, com taxa mais favorável.

Fernando Rebello, Diretor daAllotter Finanças, separa as 4 características da dívida boa (inteligente):

  1. Tenha o propósito definido

A dívida tem que ser contraída para ter maior retorno do que os juros cobrados. Seja o objetivo norteador para uma expansão da sua empresa e/ou quitar empréstimos com alta taxa de juros como cheque especial e cartão de crédito tenha em mente que só vale a pena contrair a dívida se for para ter retorno maior.

2. Pesquise as taxas de juros antes de contrair a dívida

Nessa parte eu aconselho ter um profissional de finanças que te ajude, pois quem trabalha com finanças conhece as melhores instituições que oferecem as melhores taxas de juros para contrair uma dívida. É o que fazemos na Allotter. As taxas de juros devem ser competitivas e as condições de financiamento devem caber no bolso, seja você pessoa física ou jurídica.

3.A dívida deve ser sustentável com a sua situação atual

Contrair uma dívida, de forma inteligente, é diferente de estar endividado. Estar endividado acontece quando fazemos compras por impulso, gastamos mais do que podemos, com coisas que não nos darão nenhum retorno financeiro. A dívida inteligente vem para sanar essa situação. A capacidade de pagamento está alinhada ao fluxo de caixa esperado (ou ao salário fixo mensal) evitando comprometer a empresa e/ou pessoa física a longo prazo.

4.Melhoria da infraestrutura da empresa e/ou controle pessoal financeiro

A dívida pode ser feita em investimentos em ativos que contribuirão para a eficiência operacional ou expansão de mercado, no caso de empresas. No caso de pessoa física, a dívida é feita para que o controle pessoal financeiro fique mais palpável e a pessoa consiga sair do cheque especial e demais empréstimos com altas taxas de juros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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