Trabalho escravo no emprego doméstico

Trabalho escravo no emprego doméstico

Portaria cria cadastro de empregadores que submetem seus empregados a condições análogas à escravidão

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou no último dia 13 de setembro a Portaria Interministerial nº 18, que reforça a importância de garantir condições dignas aos trabalhadores, isto é, que o empregador não submeta seu empregado doméstico a condições análogas à escravidão.

Os empregadores domésticos autuados neste cadastro público, conhecido também como ‘Lista Suja’, antes de serem incluídos nessa lista terão direito à ampla defesa e ao contraditório em caso de autuação. A inclusão só acontece após decisão administrativa definitiva e os patrões que forem incluídos sofrerão sérias repercussões, como perda de reputação e bloqueio de crédito junto a instituições financeiras.

O nome do empregador pode permanecer nesse cadastro por até dois anos, período durante o qual o Ministério do Trabalho e Emprego monitora as condições de trabalho. Caso haja reincidência, esse prazo será prorrogado por mais dois anos.

“A inclusão nesse cadastro pode ser feita por denuncia ou fiscalização e visa proteger o trabalhador doméstico das condições análogas à escravidão. Para evitar a inclusão no cadastro o empregador deve conhecer e respeitar os direitos do empregado doméstico cumprindo as suas obrigações como o controle correto da jornada de trabalho, com um controle de ponto, conforme é exigido pela Lei Complementar 150, artigo 12, além de garantir um ambiente seguro e uma relação saudável e legal com seus empregados”, explicou Mário Avelino, presidente do Instituto Doméstica Legal.

O que pode ser considerado trabalho escravo no ambiente doméstico?

É essencial que empregadores domésticos compreendam que nem sempre o trabalho escravo está associado a condições extremas, como em fazendas remotas ou indústrias clandestinas.Em um ambiente doméstico, algumas situações também podem configurar essa prática, como falta de controle da jornada de trabalho. Não controlar adequadamente as horas trabalhadas pode ser visto como exploração. Se a empregada doméstica trabalha além da jornada legal sem receber horas extras, por exemplo, isso pode ser enquadrado como trabalho escravo.

Outro ponto é o trabalhador doméstico que reside no local de trabalho e é obrigado a ficar à disposição fora do horário de expediente sem remuneração. A segurança é outro ponto importante. Garantir um ambiente seguro oferecendo luvas para proteger as mãos de produtos tóxicos ou uma bota de borracha para evitar escorregões, são exemplos de condições de segurança adequadas.

“Nós do Instituto Doméstica Legal parabenizamos a Portaria Interministerial nº 18 do Ministério do Trabalho e Emprego porque nenhum trabalhador deve sofrer uma condição análoga à escravidão. A escravidão foi abolida no século XIX. A maioria dos empregadores respeita essas regras, mas tem alguns que não respeitam seus empregados domésticos. A portaria é super bem-vinda e quem desrespeita os direitos dos empregados domésticos tem que ser punido. Estou falando não só pelo lado do colaborador, mas também do ser humano”, disse Avelino.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *