O que as empresas precisam mudar para alcançar resultados em 2025

O que as empresas precisam mudar para alcançar resultados em 2025

Estudo revela que apenas 24,3% dos vendedores atingem suas metas

Definir metas de vendas é uma prática essencial para o crescimento das empresas, mas, frequentemente, esses objetivos acabam falhando antes mesmo de chegar ao segundo trimestre. Segundo um estudo da Salesforce Brasil, 67% dos vendedores não esperavam atingir seus alvos em 2024, enquanto 84% de fato não o fizeram em 2023. Com isso, podemos concluir que e algo está fora do lugar nas estratégias de vendas adotadas. No entanto, o início do ano é o momento ideal para avaliar o que pode estar comprometendo os resultados e estruturar objetivos mais realistas e alcançáveis.

Raphael Baltar, co-fundador e COO da Meetz, startup especializada em soluções de prospecção e sales engagement para negócios B2B, identifica três falhas comuns que levam ao insucesso das metas: metas irreais, desconsideração do cenário de mercado e falta de planejamento estratégico. “O grande erro das organizações é definir objetivos baseados apenas no desejo de crescer, sem levar em conta variáveis como a capacidade da equipe, a maturidade do mercado e a complexidade do ciclo de vendas. É como planejar uma maratona sem avaliar a condição física de quem vai correr”, explica Baltar.

Com isso, confira abaixo os principais erros nas metas de vendas e como evitá-los:

Metas desconectadas da realidade

“Muitas empresas baseiam seus objetivos em expectativas irreais de crescimento, sem uma análise concreta dos dados históricos ou do contexto atual. Esse comportamento não só gera frustração nas equipes, como também desmotiva os vendedores, que se sentem incapazes de alcançar o que foi proposto.” aponta o executivo.

Falta de alinhamento com as equipes de vendas:

Para Baltar, em muitos casos, as metas são definidas no nível estratégico, sem diálogo com os times operacionais. “Essa desconexão gera objetivos desalinhados com as reais possibilidades e necessidades do time de vendas.”

Pouca atenção à capacitação e ao uso de dados:

“Investir em ferramentas e em treinamento é essencial para garantir que os times estejam preparados para lidar com os desafios do mercado atual”, reforça o COO. Sem a capacitação adequada ou o uso de dados de inteligência comercial, os vendedores perdem oportunidades e enfrentam dificuldades em mapear clientes em potencial.

Como criar metas alcançáveis para 2025

Para Raphael Baltar, a solução passa por uma abordagem mais analítica e participativa. Ele sugere os seguintes passos:

  1. Baseie-se em dados: “analise o desempenho histórico, a taxa de conversão e o tempo médio de fechamento de vendas. Use essas informações como base para projeções realistas.”
  2. Considere a conjuntura do mercado: “observe tendências econômicas e comportamentais que podem impactar a decisão de compra. Cenários adversos exigem metas ajustadas, enquanto momentos de crescimento podem abrir espaço para ambições maiores.”
  3. Incorpore tecnologia: “a adoção de plataformas de inteligência comercial e automação de processos pode simplificar a prospecção e tornar as metas mais viáveis.”
  4. Foque em micro-objetivos: “divida metas grandes em pequenas etapas, garantindo mais clareza para os times de vendas e permitindo ajustes ao longo do caminho.”

“Uma meta bem elaborada é mais do que um número a ser atingido. Ao elaborar uma meta, empresas podem desenhar uma estratégia clara e atingível, que motiva as pessoas e direciona os esforços para resultados concretos”, conclui Baltar.

Com um planejamento estruturado e a escolha de ferramentas que potencializam o trabalho dos vendedores, as empresas podem transformar suas metas de vendas em conquistas reais, mesmo diante de cenários desafiadores.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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