Apenas 3% recusam propostas por modelo de trabalho

Apenas 3% recusam propostas por modelo de trabalho

Levantamento mostra que maioria dos profissionais declina ofertas por estar satisfeito na posição atual

 Apesar do intenso debate sobre regimes presenciais, híbridos ou remotos, apenas 2,8% dos profissionais recusam uma proposta de emprego devido ao modelo de trabalho. É o que aponta um levantamento do Grupo Hub, consultoria especializada em recrutamento e seleção, que ouviu 1.219 profissionais. O principal motivo para a recusa de propostas é o desinteresse em novas oportunidades: 27,8% dos respondentes afirmaram que não estão, no momento, buscando ativamente recolocação no mercado.

“Isso desafia a ideia de que o modelo presencial ou remoto seja o principal fator decisório. O levantamento mostra que outros aspectos, como a cultura da empresa, a natureza da função e a sensação de segurança ou propósito no emprego atual, podem pesar mais. Além disso, o retorno ao presencial tem se tornado um movimento mais normalizado, menos polarizador e, por isso, menos presente como motivo de recusa”, analisa Victor Fazzio, sócio sênior do Grupo Hub.

A análise da consultoria revela um cenário de seletividade crescente e desejo de estabilidade. Quase 30% dos profissionais afirmam não estarem abertos a novas oportunidades.

“Há dois perfis neste grupo: os que estão satisfeitos com suas posições atuais e só considerariam uma transição por algo realmente irrecusável, e os que se sentem inseguros ou desmotivados para mudanças profissionais. Hoje, o profissional avalia o conjunto: se a mudança vale o esforço, o risco e o impacto na vida pessoal. É um recado direto para o RH: não basta oferecer um bom salário ou um modelo remoto. É preciso construir valor real de carreira. Entender o timing pessoal e profissional do candidato também é fundamental”, destaca Victor.

Outro dado relevante é que 21,9% dos entrevistados recusaram propostas por já terem aceitado outra oferta — um reflexo direto da acirrada concorrência entre empresas por talentos.

“É um sinal claro de que os melhores candidatos têm múltiplas opções na mesa, o que exige agilidade e estratégia por parte dos recrutadores”, completa o sócio do Grupo Hub.

Fatores tradicionalmente valorizados, como remuneração (10,4%) e escopo do cargo (9%), ainda influenciam a decisão, mas já não são os únicos determinantes. Outros aspectos citados incluem localização da vaga (12%), questões pessoais (5,3%) e contraofertas da empresa atual (2,5%).

Principais achados da pesquisa:

●        27,8% recusaram propostas porque não estão olhando o mercado

●        21,9% já haviam aceitado outra oferta

●        12% declinaram por localização

●        10,4% recusaram por remuneração

●        9% recusaram por escopo do cargo

●        5,3% alegaram motivos pessoais

●        2,8% recusaram por modelo de trabalho (presencial, remoto ou híbrido)

●        2,5% recusaram após receber contraproposta da empresa atual

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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