Absenteísmo e presenteísmo desafiam metas corporativas e exigem nova gestão em saúde ocupacional
Com o fechamento do ano e o início do planejamento de 2026, empresas revisam indicadores e reforçam investimentos em cultura de prevenção e bem-estar dos colaboradores
O avanço dos diagnósticos de saúde ocupacional e o aumento dos afastamentos por transtornos mentais acendem um alerta nas áreas de Recursos Humanos e Segurança do Trabalho. Segundo dados do INSS, entre 2022 e 2023 houve uma alta de 38% nos afastamentos por saúde mental , e esse crescimento foi superado por um salto de 68% no período seguinte, de 2023 para 2024. A tendência de alta segue confirmada em 2025, que já acumulava 267.690 casos apenas no primeiro semestre , validando a percepção de prejuízo e de um risco explícito para as empresas.
Segundo Rodrigo Araújo, Fundador e CEO da Global Work, os prejuízos gerados pelo absenteísmo e pelo presenteísmo, situação em que o colaborador comparece ao trabalho, mas apresenta queda de rendimento, ainda são subestimados pelas empresas. Para ele, medir esses impactos com precisão e alinhá-los aos objetivos estratégicos é essencial. “A ausência ou o baixo desempenho têm custos ocultos que afetam diretamente o resultado da operação. Somente com indicadores consistentes é possível compreender de que forma o bem-estar do time influencia o desempenho financeiro”, explica.
Com mais de 20 anos de experiência e à frente da Global Work, empresa especializada em saúde ocupacional e segurança do trabalho, Rodrigo Araújo destaca que o fechamento de 2025 deve ser o momento de consolidar diagnósticos e definir investimentos em prevenção.
“As metas de 2026 precisam incluir planos reais de cuidado e reabilitação. Nossa atuação mostra que cada real investido em saúde corporativa pode gerar retorno de três a dez vezes, seja pela redução de afastamentos, seja pelo aumento da produtividade”, explica.
A Global Work, que já atendeu mais de 70 mil vidas e mantém uma rede credenciada com mais de 3 mil credenciados no país, utiliza plataformas de monitoramento de absenteísmo e telemedicina para apoiar empresas na revisão de seus indicadores. Entre as soluções estão o controle de afastamentos, acompanhamento psicológico e programas de readaptação funcional.
Rodrigo Araújo ressalta ainda que o desafio para 2026 será integrar definitivamente as áreas de saúde ocupacional e segurança do trabalho ao planejamento estratégico. “Não se trata apenas de cumprir obrigações legais, mas de construir uma cultura de prevenção que garanta sustentabilidade operacional e financeira”, conclui.
Com o cenário de reestruturação de metas e diagnósticos, especialistas apontam que a mensuração correta dos índices de absenteísmo e presenteísmo será decisiva para a competitividade das empresas brasileiras no próximo ciclo econômico.


