Engenharia aposta em eficiência para crescer em um cenário de crédito caro

Engenharia aposta em eficiência para crescer em um cenário de crédito caro

Empresa paranaense alia experiência à modernização de seu parque fabril para atender um mercado mais técnico e exigente

O setor de engenharia civil vive um novo momento no Brasil. Em um ambiente de crédito caro e investimentos mais seletivos, empresas com estrutura industrial consolidada estão apostando em produtividade e tecnologia para manter o ritmo de obras e ampliar a competitividade. A eficiência deixou de ser diferencial e passou a ser requisito.

Entre as companhias que vêm se destacando nesse contexto está a ORPEC – Andaimes, Formas e Escoramentos, com sede no Paraná. Fundada em 1965, a empresa começou como locadora de equipamentos metálicos para construção civil, como andaimes de acesso e escoramentos — que são essenciais para sustentar lajes e vigas enquanto o concreto endurece. O modelo permitiu acumular conhecimento sobre as reais necessidades dos canteiros, moldando o olhar técnico que ainda orienta sua engenharia.

Segundo o diretor de operações da ORPEC, Júlio Mouro, essa experiência direta com o uso dos equipamentos foi decisiva para o amadurecimento da empresa.

“Passamos décadas lidando com o dia a dia das obras e entendendo o que funciona e o que não funciona em campo. Esse aprendizado prático se transformou na base da nossa produção atual”, afirma.

Da locação à indústria

Nos últimos anos, a ORPEC passou por um processo de modernização e ganhou perfil industrial. A empresa, que sempre produziu seus próprios equipamentos para uso interno, investiu em maquinário europeu e automatização de processos, aumentando escala e precisão. “Antes, fabricávamos apenas o que usávamos. Hoje conseguimos produzir em volume, com qualidade e velocidade para atender diferentes perfis de cliente”, explica Mouro.

Essa mudança abriu caminho para um modelo mais equilibrado entre locação e venda de equipamentos. Em 2025, cerca de 70% da produção foi destinada à venda direta, ante 10% no ano anterior. O crescimento reflete a demanda de construtoras e indústrias por soluções permanentes, capazes de atender a projetos complexos e de longa duração. “Quem está há seis décadas nesse setor conhece as dores da locação e transforma essa experiência em engenharia aplicada”, diz o diretor.

O portfólio atual inclui escoramentos metálicos, formas e andaimes modulares, além de acessórios técnicos de alta resistência. A combinação de leveza e durabilidade garante ganhos de produtividade e segurança. “O cliente quer um equipamento que resolva. Nosso papel é oferecer soluções que otimizem tempo, reduzam desperdício e garantam execução com qualidade”, afirma Mouro.

Indústria aquecida impulsiona a engenharia

O avanço de segmentos industriais estratégicos tem criado novas frentes de demanda. O Brasil consolidou-se como um dos maiores produtores de celulose do mundo, com exportações de 15,7 bilhões de dólares em 2024, alta de 33,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Portal Celulose. No mesmo período, o agronegócio exportou 164,4 bilhões de dólares e registrou PIB de 2,72 trilhões de reais, conforme levantamento do Insper Agro Global.

Esses setores impulsionam obras de manutenção e ampliação de plantas industriais, demandando estruturas metálicas de alta resistência e montagem ágil. Estudos da GlobalData e da Mordor Intelligence indicam que o mercado global de manutenção e reparo industrial movimenta 430 bilhões de dólares e cresce cerca de 3% ao ano até 2028. “A indústria brasileira está em expansão e exige soluções seguras, leves e produtivas. É um movimento que valoriza a engenharia nacional e estimula inovação”, avalia Mouro.

Nesse cenário, a empresa mantém sua atuação voltada a construtoras e indústrias de grande porte, oferecendo soluções que se adaptam às necessidades de cada cliente. “Há espaço para crescer, mas é um crescimento que depende de planejamento e conhecimento técnico. Nosso objetivo é continuar inovando sem perder a essência de quem está há décadas construindo junto com o setor”, conclui o diretor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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