Frete caro segue como principal vilão do abandono de carrinho de compras

Frete caro segue como principal vilão do abandono de carrinho de compras

Custo do transporte responde por mais da metade das desistências de compra no comércio eletrônico brasileiro

O alto valor do frete segue como o principal fator de abandono de carrinho no comércio eletrônico brasileiro e impacta diretamente a margem de lucro das lojas virtuais. Segundo o Panorama da Gestão Logística no E-commerce Brasileiro, estudo realizado pela nstech em parceria com a Frete Rápido, 51% dos consumidores desistem da compra ao se depararem com o custo da entrega.

Além do preço, o prazo de entrega também se consolidou como um elemento determinante na jornada de compra. A velocidade deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma exigência básica do consumidor digital. No e-commerce, cumprir o prazo prometido passou a representar credibilidade e confiança na marca, influenciando diretamente a decisão de compra e a fidelização.

Atender a essas expectativas sem elevar os custos logísticos é um dos principais desafios do setor, de acordo com o portal Modal Connection, especializado nos segmentos de logística, intralogística, modais de transporte de cargas, comércio exterior e e-commerce. Segundo o site, em um cenário de margens cada vez mais pressionadas e consumidores sensíveis a preço e prazo, a logística se consolida como um dos principais pilares do resultado financeiro do comércio digital. A forma como a mercadoria é transportada, consolidada e entregue pode representar a diferença entre uma operação lucrativa e uma elevada taxa de desistência no momento mais crítico da jornada de compra.

Nesse contexto, empresas de e-commerce, diferentemente da indústria tradicional, que opera com grandes volumes e fluxos previsíveis, têm apostado na otimização de custos e prazos por meio do transporte de carga fracionada, conhecido como LTL (Less Than Truckload). O modelo permite que o embarcador pague apenas pelo espaço efetivamente utilizado no caminhão, compartilhando o veículo com cargas de outros remetentes, o que contribui para a redução do custo do frete.

Ainda segundo a Modal Connection, a carga fracionada atende de forma mais adequada ao perfil do varejo online, caracterizado por pedidos pulverizados, volumes menores e ampla dispersão geográfica. Ao viabilizar entregas com custos mais equilibrados, o modelo se torna um aliado direto da rentabilidade das operações digitais.

Carga fracionada versus carga lotação

No transporte de carga lotação (FTL – Full Truckload), o caminhão é dedicado exclusivamente a um único cliente, sem compartilhamento de espaço. Trata-se de um modelo indicado para grandes volumes ou rotas diretas, com menos paradas intermediárias e maior velocidade. No entanto, quando o veículo não opera com ocupação total, o custo elevado tende a comprometer a eficiência financeira da operação.

Já no transporte de carga fracionada, o espaço do caminhão é dividido entre diferentes embarcadores. Embora o tempo de trânsito possa ser ligeiramente maior devido às etapas de consolidação e desconsolidação, o custo rateado viabiliza a operação de e-commerces que realizam centenas de envios diários de pequenos pacotes, perfil predominante do setor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *