Mobilidade corporativa avança no interior e cidades satélites

Mobilidade corporativa avança no interior e cidades satélites

Com desafios de deslocamento em cidades menores, companhias recorrem a modelos estruturados para garantir transporte de colaboradores

A limitação do transporte coletivo em cidades do interior tem sido um desafio para empresas que precisam de alternativas para garantir o deslocamento de colaboradores. A questão impacta diretamente a operação de pequenos e médios negócios, sobretudo em regiões onde a oferta de mobilidade é escassa ou irregular.

Nesse contexto, a Autonomoz atua com foco em demandas corporativas específicas, atendendo desde trajetos urbanos até deslocamentos mais complexos, como viagens entre municípios e áreas rurais.

Deslocamento influencia retenção de profissionais

A dificuldade de acesso ao local de trabalho tem sido apontada como um dos fatores que interferem na atração e permanência de trabalhadores em cidades menores, como regiões metropolitanas. Sem opções consistentes de transporte, empresas precisam estruturar soluções próprias para garantir a rotina operacional.

Para Leandro Farias, fundador e CEO da Autonomoz, a mobilidade passa a ser um elemento crítico para a continuidade das atividades. “Em muitas regiões, o transporte não é apenas uma questão logística, mas uma condição para que a operação aconteça. Há locais onde simplesmente não existem alternativas disponíveis”, afirma.

Monitoramento e protocolos de segurança

Outro aspecto relevante nesse tipo de operação é o nível de controle sobre as viagens. No caso da Autonomoz, há monitoramento em tempo real por meio de um Centro de Controle Operacional (CCO), que funciona de forma contínua. A estrutura permite realizar monitoramento preventivo e adotar medidas em situações imprevistas, como a substituição do atendimento.

A empresa também mantém rotinas de vistoria periódica dos veículos parceiros, com notificações aos motoristas para verificação das condições dos veículos. Além disso, utiliza recursos como câmeras embarcadas para ampliar o nível de segurança durante as viagens.

Atualmente, a operação conta com cerca de 900 motoristas atuando pelo país mobilizados através de um aplicativo próprio da Autonomoz. Detalhe: o motorista se associa a plataforma e permance, fator que contribui para a padronização dos serviços e maior segurança para o passageiro.

Diferenças em relação aos aplicativos de mobilidade

De acordo com a diretora de Operações, Ariane Monaro, o principal diferencial desse modelo está na gestão centralizada e no acompanhamento contínuo das operações.

“Nossa missão é: mais econômica, eficiente, sustentável e segura”, afirma. Esse tipo de filosofia de trabalho tem permitido a atuação em setores que demandam maior rigor logístico, como o ferroviário, onde atrasos podem impactar diretamente a cadeia produtiva. Empresas como Rumo, MRS e VLI, que estão entre as maiores operadoras ferroviárias do Brasil, estão entre as atendidas neste formato pela Autonomoz.

Operação estruturada em regiões menos atendidas

A expansão desse modelo evidencia uma demanda crescente por soluções de mobilidade fora dos grandes centros. Ariane lembra que serviços especializados, como os prestados pela Autonomoz, deixam de ser algo externo à empresa que o contrata.

Devido ao grau de comprometimento para garantir o transporte, ressalta a diretora, o deslocamento começa a fazer parte da estratégia de negócio do cliente. “Nesse cenário, a mobilidade corporativa deixa de ser apenas um serviço de transporte e passa a integrar a estratégia operacional de negócios que dependem de deslocamentos regulares e confiáveis”, afirma Ariane.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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