Quanto custa montar um escritório hoje?

Quanto custa montar um escritório hoje?

Com alta nos preços de locação e estrutura, empresas precisam planejar mais do que o aluguel ao montar um escritório

Montar um escritório corporativo hoje pode custar de alguns milhares a milhões de reais, dependendo do tamanho da operação, localização e nível de personalização do espaço. Na prática, o investimento vai muito além do aluguel e inclui uma série de despesas que muitas empresas só percebem ao longo do processo.

Em grandes centros como São Paulo, o aluguel comercial é um dos principais fatores de custo. Segundo levantamento do índice FipeZap, o valor médio de locação gira em torno de R$ 58 por metro quadrado, o que significa que um escritório de 100 m² pode custar mais de R$ 5,8 mil por mês apenas em aluguel. Quando somados condomínio, IPTU e outras taxas, esse valor pode ultrapassar R$ 10 mil mensais.

Mas o custo de entrada é ainda mais relevante. Um relatório global da Turner & Townsend aponta que o investimento para adaptação de escritórios corporativos de alto padrão pode chegar a cerca de R$ 12 mil por metro quadrado em cidades como São Paulo . Isso inclui obra, mobiliário, tecnologia e toda a infraestrutura necessária para colocar o espaço em operação.

Além disso, há custos operacionais recorrentes que impactam diretamente o caixa, como limpeza, manutenção, internet, recepção e insumos. Em regiões premium, esses gastos podem elevar significativamente o custo total do escritório, tornando o espaço físico um dos maiores centros de despesa de uma empresa.

Para a Be In, empresa especializada em escritórios sob medida, o maior erro está em olhar apenas para o valor do aluguel. “Muitas empresas começam pensando no custo do metro quadrado, mas esquecem que o investimento inicial e a operação diária são o que realmente pesam no caixa. Montar um escritório envolve planejamento estratégico, não só decisão imobiliária”, afirma Nikolas Matarangas, CEO da companhia.

Outro ponto importante é o momento da empresa. Negócios em fase inicial tendem a buscar soluções mais enxutas, enquanto empresas em crescimento precisam de estruturas mais robustas, o que aumenta o investimento. Ao mesmo tempo, o mercado vive um movimento de valorização dos espaços corporativos: dados da consultoria CBRE mostram que a demanda por escritórios de maior qualidade voltou a crescer, pressionando preços e reduzindo a vacância em regiões estratégicas.

Diante desse cenário, muitas empresas têm repensado o modelo tradicional de escritório, buscando alternativas que reduzam o investimento inicial e tragam mais previsibilidade de custos. A lógica deixa de ser “comprar ou montar” e passa a ser “operar com eficiência”.

No fim, a resposta para quanto custa montar um escritório depende menos de um valor fixo e mais das escolhas estratégicas feitas ao longo do processo. Mais do que um espaço físico, o escritório se tornou uma decisão financeira relevante, capaz de impactar diretamente o crescimento e a sustentabilidade do negócio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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