Sete decisões que podem definir o crescimento das empresas no segundo semestre

Sete decisões que podem definir o crescimento das empresas no segundo semestre

Ajustes estratégicos feitos antes da virada do semestre podem reduzir dependência de sazonalidade e tornar o crescimento mais consistente

Empresas que pretendem acelerar resultados na segunda metade do ano começam a enfrentar uma pressão conhecida, a de crescer sem repetir erros que comprometem previsibilidade comercial e margem. O desafio ganha peso diante da consolidação da digitalização no ambiente empresarial. Levantamento do Sebrae divulgado em 2025 mostra que pequenos negócios brasileiros atingiram nível recorde de digitalização, consolidando canais online como parte central da estratégia comercial. Paralelamente, o LinkedIn Workplace Learning Report 2025 aponta que organizações que investem no desenvolvimento de competências internas demonstram maior confiança na retenção de talentos e na capacidade de adaptação dos negócios.

Ray Gonçalves, especialista em marketing, mentor de empresários e fundador da Geração de Demanda, empresa especializada em aquisição de clientes e crescimento comercial, afirma que muitas empresas entram no segundo semestre tentando acelerar vendas sem resolver fragilidades estruturais que limitam a expansão. “A segunda metade do ano costuma concentrar metas agressivas, campanhas comerciais e decisões rápidas, mas crescimento consistente não nasce de urgência. Ele depende de estrutura, clareza e capacidade de gerar demanda com previsibilidade”, afirma.

Sete decisões para empresas que querem crescer com mais previsibilidade

Para a especialista, o erro mais comum está em tratar crescimento como consequência apenas de aumento de investimento, quando o problema muitas vezes está na base da operação comercial.

“Muita empresa acredita que precisa apenas vender mais, quando na verdade precisa decidir melhor. Se marketing, vendas e liderança continuam desalinhados, qualquer crescimento vira esforço caro e pouco sustentável”, diz.

Na avaliação da especialista, empresas que buscam crescimento mais consistente no segundo semestre precisam revisar sete decisões estratégicas.

  1. O dono precisa assumir protagonismo na comunicação do negócio: Para a especialista, marcas que escondem suas lideranças perdem autoridade e capacidade de conexão com o público.

“O mercado compra soluções, mas também compra confiança. Quando o empresário se posiciona, ele encurta objeções e fortalece a percepção de autoridade.”

  1. Investir em anúncios online com critério: A dependência exclusiva de alcance orgânico reduz a previsibilidade comercial e limita a escala.

“Anúncio não deve ser tratado como gasto automático nem como aposta. Quando existe estratégia, acompanhamento e clareza sobre indicadores, ele se torna um mecanismo de crescimento.”

  1. Encerrar o conflito entre marketing e vendas: Segundo Ray, empresas ainda operam com áreas que disputam responsabilidades em vez de compartilhar metas.

“Marketing precisa gerar demanda qualificada. Vendas precisam converter essa demanda em receita. Quando existe guerra entre os times, o prejuízo é da empresa.”

  1. O empresário precisa entender marketing digital para não se tornar dependente: Mesmo quando existe apoio externo, a liderança precisa dominar fundamentos da área.

“Quem não entende aquisição, conversão e métricas entrega decisões estratégicas para terceiros sem capacidade de análise.”

  1. Construir inteligência interna de marketing: Ray avalia que terceirizar integralmente uma função estratégica costuma limitar a autonomia empresarial.

“Parceiros externos podem executar muito bem, mas a inteligência de crescimento precisa existir dentro da empresa. Sem isso, a tomada de decisão fica vulnerável.”

  1. Superar o medo de escalar investimento: A especialista afirma que muitas empresas deixam de crescer por falta de leitura correta dos indicadores.

“Quando a empresa domina custo por aquisição, taxa de conversão e retorno sobre investimento, crescer deixa de parecer risco e passa a ser uma decisão técnica.”

  1. Parar de depender de indicação, sazonalidade ou da fragilidade da concorrência: Para Ray, empresas maduras constroem mecanismos consistentes de geração de demanda.

“Quem depende apenas de indicação ou de momentos específicos do calendário entrega o próprio crescimento para fatores que não controla.”

A especialista afirma que a preparação para o segundo semestre precisa começar antes da pressão comercial se intensificar. “Empresas que crescem com consistência não operam esperando oportunidade aparecer. Elas estruturam processos para criar demanda, tomar decisões com mais precisão e sustentar crescimento com menos improviso.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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