Copa do Mundo: investimentos em criptomoedas caíram quase 30% em dias de jogo

Copa do Mundo: investimentos em criptomoedas caíram quase 30% em dias de jogo

Levantamento mostra que efeito está concentrado nas partidas do Brasil. Fora dos dias de jogo, volume negociado recua 5,7%

O investidor brasileiro pode acompanhar o mercado de criptoativos 24 horas por dia, com a facilidade de comprar e vender ativos online de onde estiver, pelo celular ou computador. Mas nem isso compete com um jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

O levantamento exclusivo do MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, mostra que o volume investido em cripto caiu 27,7% nos dias em que o Brasil entrou em campo durante a Copa do Mundo de 2026. Fora das partidas da Seleção, a redução foi muito menor, de apenas 5,7%, indicando que o principal impacto está concentrado nos dias dos jogos brasileiros.

O comportamento também aparece no número de operações realizadas. Durante toda a Copa houve redução da atividade, mas ela se intensificou quando a Seleção jogou: o volume de operações caiu 22,9% fora dos dias de jogo e 31,3% durante as partidas do Brasil.

“Os dados mostram que o comportamento do investidor pode ser influenciado por motivações que vão além dos fatores econômicos. Mesmo em um mercado que opera ininterruptamente, eventos de grande mobilização nacional conseguem alterar temporariamente a dinâmica das negociações. Durante os jogos da Seleção Brasileira, o investidor fica de fora da tela por algumas horas, adiando decisões de compra e venda até o fim da partida. É um efeito pontual, mas suficientemente forte para impactar o volume negociado naquele dia”, afirma Pedro Fontes, analista de Research do MB | Mercado Bitcoin.

Bitcoin sofre influência adicional do mercado

O Bitcoin apresentou comportamento semelhante ao mercado como um todo. Nos dias de jogo da Seleção, o volume negociado caiu 25,5%, enquanto, nos demais dias da Copa, a retração foi de 11,2%. Segundo o levantamento, entretanto, parte desse movimento também está relacionada ao cenário internacional, já que o ativo atravessou um período de forte volatilidade justamente entre o pré-Copa e o início do torneio.

“A Copa reduz naturalmente a atenção do investidor, mas é importante separar esse efeito do contexto de mercado. O Bitcoin passou por um período de forte queda e aumento de volatilidade exatamente nesse intervalo, o que também influencia o comportamento dos investidores”, explica Fontes.

Stablecoins ganham espaço

Outro movimento observado durante o torneio foi a mudança na composição dos ativos mais negociados. Embora o ranking tenha permanecido praticamente estável, a USDC, um tipo de dólar digital, ultrapassou o bitcoin como ativo de maior volume médio diário durante a Copa, comportamento compatível com momentos de maior aversão ao risco, quando investidores migram temporariamente para ativos atrelados ao dólar.

Apesar da redução da atividade, não houve uma migração significativa para outras criptomoedas. Os cinco principais ativos negociados permaneceram os mesmos durante todo o período, indicando que a Copa provocou principalmente uma diminuição geral da atividade dos investidores, e não uma mudança relevante de estratégia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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