6 em cada 10 profissionais com deficiência consideram empresas apenas parcialmente preparadas para inclusão

6 em cada 10 profissionais com deficiência consideram empresas apenas parcialmente preparadas para inclusão

Pesquisa da Catho mostra que apenas 31,47% dos profissionais consideram eficazes as iniciativas de inclusão adotadas pelas organizações

As empresas avançaram na inclusão de pessoas com deficiência, mas ainda têm um caminho importante para transformar iniciativas de contratação em ambientes efetivamente preparados para receber, desenvolver e reter esses profissionais. É o que mostra a nova edição da Pesquisa Nacional PcD, realizada pela Catho, plataforma de empregos pioneira no Brasil. Segundo o levantamento, 62% dos profissionais com deficiência consideram que as empresas estão apenas parcialmente preparadas para promover a inclusão.

Embora os avanços sejam percebidos pelos profissionais, a avaliação sobre a efetividade das ações ainda é baixa. Mais de 63% dos participantes afirmam perceber avanços reais na inclusão de pessoas com deficiência nas empresas nos últimos anos, mas apenas 31,47% consideram que as iniciativas adotadas pelas organizações são realmente eficazes na prática. O resultado evidencia uma distância entre a percepção de evolução e a capacidade das empresas de transformar iniciativas pontuais em práticas de inclusão estruturadas.

“Os resultados mostram que as empresas estão avançando, mas ainda existe uma distância entre criar iniciativas de inclusão e construir ambientes preparados para sustentar essa inclusão no dia a dia. O desafio agora é olhar para toda a jornada do profissional, desde o recrutamento até o desenvolvimento, a permanência e as oportunidades de crescimento”, afirma Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, detentora da Catho.

Entre as iniciativas reconhecidas pelos profissionais entrevistados, as vagas afirmativas aparecem em primeiro lugar, citadas por 49,69% dos respondentes. O resultado mostra que a abertura de oportunidades específicas é uma das formas mais percebidas de inclusão pelos profissionais. Ao mesmo tempo, reforça a importância de conectar essas iniciativas a outras práticas, para que a inclusão não se encerre no momento da contratação.

Segundo Prado, na prática, isso significa que empresas que desejam avançar na agenda precisam olhar para diferentes etapas da jornada profissional, como acessibilidade dos ambientes e processos, preparo das equipes, comunicação interna e condições para desenvolvimento. A preparação também passa pela atuação das lideranças, que precisam compreender diferentes necessidades e evitar que a deficiência seja tratada como um fator limitante para a atuação profissional.

“O recrutamento é uma parte importante dessa jornada, mas não pode ser o ponto final. Uma empresa preparada para a inclusão precisa garantir que o profissional encontre, depois da contratação, um ambiente em que consiga exercer suas funções, participar das dinâmicas da equipe e ter acesso às mesmas possibilidades de desenvolvimento. É essa continuidade que transforma uma iniciativa de contratação em uma política de inclusão”, destaca a CEO.

O diagnóstico da pesquisa também coloca em evidência uma oportunidade para as organizações aprimorarem suas estratégias. Se as vagas exclusivas são hoje a iniciativa mais reconhecida pelos profissionais, o desafio seguinte é ampliar esse olhar para políticas que sustentem a permanência e o desenvolvimento desses trabalhadores.

Crédito da foto: Banco de imagens

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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