Curitiba e São José dos Pinhais lideram geração de empregos no Paraná no segundo semestre

Curitiba e São José dos Pinhais lideram geração de empregos no Paraná no segundo semestre

Capital criou 2.447 vagas formais em julho e São José dos Pinhais chegou a mil novos postos de trabalho, superando saldo estadual

O Paraná iniciou o segundo semestre mantendo a geração de empregos, embora em ritmo mais moderado do que no ano passado. Em julho, foram criados 523 postos de trabalho com carteira assinada, ante 8.465 no mesmo mês de 2025. O saldo ficou 93,8% abaixo do registrado em julho do ano passado, quando foram abertas 8.465 vagas, segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), com base nos dados do Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Apesar do saldo mais contido no conjunto do estado, alguns municípios apresentaram resultados expressivos em julho. Curitiba liderou, com 2.447 novas vagas formais, alta de 38,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. São José dos Pinhais, com 1.000 novos postos de trabalho, e Londrina, com 652, também tiveram saldos superiores ao resultado estadual.

Na comparação percentual com julho de 2025, os maiores avanços ocorreram no interior. Santo Antônio da Platina passou de apenas três vagas no ano passado para 449 neste ano, alta de 14.866,7%. Dois Vizinhos avançou 850%, com saldo de 152 empregos, e Cambé registrou crescimento de 656,3%, com 121 novas vagas.

“O município de Curitiba figurou na lista com o maior saldo absoluto de geração de empregos formais. Entretanto, a maior expansão em termos percentuais encontra-se nos municípios do interior, com foco no desenvolvimento regional do Estado”, ressalta o assessor econômico da Fecomércio PR, Lucas Dezordi.

Segundo o economista, a desaceleração observada no Paraná acompanha um movimento do mercado de trabalho em todo o país, após dois anos de forte expansão. Em julho, o país gerou 58.568 empregos, ante 133.932 no mesmo mês de 2025, uma redução de 56,3%.

“O mercado de trabalho apresentou um crescimento muito expressivo nos últimos dois anos e chegou a um ponto de máximo. A partir daí, é natural observarmos uma acomodação, com a geração de empregos avançando de forma mais contida, mas ainda positiva”, analisa. Para ele, esse movimento faz parte dos ciclos da economia e sinaliza uma estabilização após um período de expansão mais intensa.

Análise setorial

O setor de serviços manteve o maior saldo entre os grandes grupos de atividades no estado, com a criação de 1.497 postos de trabalho. O resultado, porém, foi 71,4% menor do que as 5.230 vagas abertas em julho de 2025.

Depois de criar 2.005 empregos em junho, o comércio paranaense iniciou o segundo semestre com saldo negativo de 869 vagas em julho. No mesmo mês de 2025, o setor havia registrado a abertura de 1.238 postos de trabalho.

A geração de empregos na indústria permaneceu no campo positivo, mas também perdeu força. Foram criados 223 postos de trabalho em julho, ante 2.277 no mesmo período do ano passado, retração de 90,2%. A construção civil teve saldo de 188 vagas, 40,1% abaixo das 314 registradas em julho de 2025. Já a agropecuária encerrou o mês com saldo negativo de 516 postos.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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