Empresários do Sudoeste do Paraná participam de projeto de R$ 1 bilhão para novo aeroporto em Santa Catarina

Empresários do Paraná que estão à frente do AeroPark Camboriú, em Santa Catarina.
AeroPark Camboriú está sendo desenvolvido no litoral norte catarinense e prevê estrutura para aviação executiva e negócios
Não é de hoje que a relação do Sudoeste do Paraná com o litoral norte de Santa Catarina é muito próxima. Sair do interior para passar as férias na praia faz parte da rotina de muitos sudoestinos. Mas além do roteiro de lazer, o litoral catarinense sempre gerou boas conexões de negócios entre empresários dos dois estados vizinhos.
De olho nesse mercado – e percebendo um gargalo que trava ainda mais esse crescimento – um grupo de empresários de Pato Branco deu um grande passo e está tirando do papel um dos projetos mais ambiciosos do Sul do país.
Trata-se do AeroPark Camboriú, um empreendimento multissetorial que une aviação executiva, negócios e serviços em um único endereço estratégico no litoral norte catarinense.
Conexão Paraná – Santa Catarina
Entre os investidores do projeto estão nomes relevantes do empresariado do Sudoeste do Paraná: Valmir Tartari, do Grupo VMT; Edson Casagrande; Heráclito Petrycoski, da Casa 959/Atlas; Marcelo Pastorello, da P4/GP; e Edson e Luiz Bianchi, do Grupo Bianchi. Uma aposta conjunta num projeto que nasce da vivência direta com o litoral e da percepção de que falta infraestrutura à altura do destino.
“A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul”, afirma Valmir Tartari, diretor presidente do AeroPark Camboriú.
O litoral norte catarinense é um dos destinos que mais crescem no Brasil. Balneário Camboriú recebe até 2 milhões de visitantes por temporada, mas toda essa movimentação chega quase exclusivamente por terra, numa BR-101 saturada. O turista e o empresário de alta renda não têm infraestrutura aérea executiva à altura do destino que escolheram. Esse gargalo está prestes a ser resolvido.
O projeto
Com área de 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark Camboriú nasce como um ecossistema completo – não apenas um aeroporto. O complexo prevê aproximadamente 250 lotes para hangares corporativos, de 640m² a 2.880m², distribuídos em três condomínios conectados à mesma pista de 1.400 metros, expansível até 1.600 metros. Operação 24 horas, balizamento noturno e abordagem por instrumento garantem versatilidade para receber aeronaves dos mais diversos tipos e perfis.
“Foi feito um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais – a ideia é corporativa”, explica Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.
Ao redor do aeroporto, o projeto prevê setor comercial e empresarial, parque tecnológico, rede hoteleira, condomínios residenciais de luxo e área para um futuro shopping center de 42 mil metros quadrados.
Em entrevista à Jovem Pan News Florianópolis, o diretor comercial Everton Tomasi reforçou que o hub vai muito além da pista. “Vamos ter novos bairros no entorno, novos espaços para galpões logísticos – precisamos criar um ecossistema para atender tudo que iremos transformar no local.”
Próximos passos
O projeto está na fase de regularização ambiental e documental. As obras de terraplenagem estão previstas para o primeiro semestre de 2027, com operação plena até 2030. O empreendimento é inteiramente privado, sem investimento público.
A Prefeitura de Camboriú já recebeu o Memorando de Intenções e trabalha no futuro da região – o que já chamam de Nova Camboriú. Antes mesmo de sair do papel, o AeroPark já movimenta o mercado: a especulação imobiliária na região cresceu e segmentos que ignoravam Camboriú começaram a olhar para o município com outros olhos.








