Renovações de seguros de moto ganham espaço e passam de 18% para 37% em um ano

Renovações de seguros de moto ganham espaço e passam de 18% para 37% em um ano

Entre automóveis, renovações também avançam e já representam 53% das distribuições das cotações

A busca por proteção para veículos começa a mostrar um novo movimento no mercado de seguros. O novo Mapa de Seguros da Serasa revela que, além da procura por novos contratos, as renovações ganharam participação nas cotações realizadas nos últimos 12 meses. Entre as motocicletas, elas passaram de 18% para 37% do total, enquanto os novos contratos recuaram de 82% para 63%.

O movimento também aparece entre os automóveis, embora de forma mais equilibrada: a participação das renovações passou de 47% para 53%, enquanto os novos contratos recuaram de 53% para 47%.

A mudança ocorre em um cenário de crescimento mais moderado da distribuição das motocicletas nas cotações. Depois de avançar 13 pontos percentuais no ciclo anterior, passando de 28% para 41%, a participação das motos chegou a 44% neste levantamento — alta de três pontos percentuais em 12 meses. O dado indica que, embora a procura por proteção para duas rodas continue avançando, o movimento agora acontece de forma mais gradual.

“Depois de um período de forte entrada de novos consumidores, as renovações passaram a ocupar mais espaço, especialmente entre motociclistas. Isso pode indicar que parte desses consumidores está incorporando a proteção à rotina de cuidados com o veículo, enquanto o mercado de automóveis, que já possui uma relação mais consolidada com o seguro, apresenta essa dinâmica de maneira ainda mais equilibrada”, afirma Rodolfo Brandão, Gerente Executivo de Seguros da Serasa.

Perfil de quem cota: motos atraem público mais jovem e solteiro, enquanto automóveis são mais buscados por casados

Apesar das mudanças na composição das cotações, os perfis de quem busca proteção para carros e motos continuam bastante distintos. Entre as cotações de automóveis, os homens são maioria (60,8%) e, nesse grupo, 62,8% são casados. Já no segmento de motocicletas, a presença masculina também é predominante (63,4%), mas o estado civil se inverte, sendo buscado principalmente pelo público solteiro.

A diferença também aparece na idade. Entre quem busca seguro para automóveis, a maior concentração está entre 36 e 45 anos (28,5%). Nas motocicletas, 53,8% das cotações estão concentradas entre consumidores de 26 a 45 anos.

“Os dados ajudam a contextualizar a relação entre o tipo de veículo e diferentes momentos da vida financeira”, explica Rodolfo. “O automóvel aparece com maior presença entre consumidores mais velhos, casados e com renda mais alta, enquanto a motocicleta tem maior participação entre pessoas mais jovens, solteiras e com menor renda. Nesse cenário, a escolha pelo veículo e a decisão de protegê-lo também podem estar relacionadas a diferentes necessidades de mobilidade, orçamento e planejamento financeiro.”

Regionalmente, o Sudeste continua concentrando a maior parte das distribuições das cotações de automóveis, mas sua participação caiu de 67,4% para 58% em um ano. Entre as motocicletas, o Nordeste mantém a liderança, com 44,8% das cotações.

Seguro é importante, mas preço pesa na decisão

Os dados do Mapa de Seguros também podem ser observados em conjunto com uma pesquisa realizada pela Serasa para entender a percepção dos brasileiros sobre a proteção de veículos. Apesar da contratação ainda alcançar uma parcela menor da população, 34% consideram o seguro de carro importante para sua realidade financeira, enquanto 15% fazem a mesma avaliação sobre o seguro de motocicleta.

Essa diferença mostra que a percepção de valor da proteção vai além da contratação efetiva. O custo aparece como um dos principais fatores nessa decisão: 59% dos brasileiros afirmam que encontrar um preço mais acessível seria o principal incentivo para contratar ou renovar um seguro de carro ou moto.

Entre aqueles que já possuem seguro para o automóvel, 45% afirmam gastar entre R$ 200 e R$ 500 por mês com a proteção. Ao mesmo tempo, existe espaço para expansão: 18% dos brasileiros que atualmente não possuem nenhum tipo de seguro ou proteção dizem ter intenção de contratar um seguro de carro ou moto nos próximos seis meses.

“Para o consumidor, avaliar o seguro como parte do planejamento financeiro significa considerar o valor da parcela e o impacto que a perda ou o dano ao veículo teria sobre o orçamento. Por isso, é fundamental que o consumidor consiga comparar também as coberturas e condições oferecidas. A escolha de uma proteção precisa fazer sentido para o orçamento e para o nível de exposição a riscos de cada pessoa”, afirma Rodolfo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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