80% dos imóveis levados a leilão extrajudicial são vendidos

80% dos imóveis levados a leilão extrajudicial são vendidos

A redução da taxa Selic para 2% ao ano (menor valor da história) tornou a compra de imóvel interessante, especialmente com o financiamento imobiliário mais acessível. Para quem vende, porém, a história é outra. Com o desemprego em alta – são 13 milhões de desempregados, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) –,  a tendência é que os valores dos imóveis se depreciem, diferentemente do ápice em que se encontravam há alguns anos.

Esse cenário aqueceu o mercado de leilão extrajudicial, no caso da venda promovida pelo próprio proprietário do bem. De acordo com Helcio Kronberg, leiloeiro público da Kronberg Leilões, o histórico de vendas nesta modalidade chega a 80% dos bens ofertados.

“É um processo seguro, ágil e financeiramente vantajoso, tanto para o comprador como para o vendedor. Os leilões chamados extrajudiciais são aqueles que não ocorrem por ordem da Justiça, mas por vontade do vendedor. É uma forma muito utilizada tanto por aqueles que têm pressa na venda quanto por quem quer comprar com valores abaixo do mercado”, diz.

Vantagens

Uma das vantagens é que um valor de venda  atraente acaba trazendo interessados que poderão disputar o bem aumentando o preço final. “É muito diferente de uma venda direta, em que a negociação entre comprador e vendedor é sempre no sentido de baixar o preço. Sem falar na pressão do corretor de imóveis para fechar o negócio e receber a comissão. Além disso, a possibilidade do negócio ser realizado com pagamento à vista é muito maior, embora o edital possa permitir o parcelamento”, comenta.

O leiloeiro também afirma que o dono do bem não tem praticamente nenhuma despesa ou complicação, tão comuns na venda direta. “No momento em que a pessoa contrata serviços para a realização de um leilão, ficam sob a responsabilidade do leiloeiro e de sua equipe todas as providências administrativas, como publicação de editais, convocação dos interessados, mala-direta, catálogos com descrição dos bens, marcação dos lotes, venda, contabilização e recebimentos. Por isso, o leilão permite a realização de bons negócios de maneira clara e objetiva. A divulgação também é ampla, atingindo diferentes públicos.”

 Diferenças entre leilões e venda direta 

  • No leilão, quem paga a comissão do leiloeiro é o comprador. Já na corretagem em venda direta, quem paga é o vendedor
  • No leilão, o preço mínimo é definido pelo vendedor e o leiloeiro cumpre o que foi determinado, não aceitando nenhum lance abaixo do valor. Já na venda direta há sempre a busca da intermediação e negociação.
  • No leilão, as regras são conhecidas publicamente em edital. O leilão tem dia e hora e o leiloeiro dá ampla publicidade para vender o bem.  
  • O comprador sabe qual o valor mínimo aceitável e deverá disputar com outros até que vença quem mais der lances.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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