Mesmo em ano de pandemia, venda de imóveis continua aquecida

Em um ano de pandemia, vimos o Brasil entrar no ranking dos principais epicentros da covid-19 no mundo. Adotamos o distanciamento/isolamento social para conter a propagação do coronavírus e, passando mais tempo em casa, mais pessoas sentiram a necessidade de ter um imóvel maior para ter momentos de lazer com a família, ou para abrigar o home office. Com isso, na contramão de outros setores como o da saúde – que está em colapso -, comércio, turismo, indústria, entre outros – que vêm enfrentando inúmeras dificuldades para se manter -, o mercado imobiliário se mantém aquecido.
Dados de um levantamento realizado agora em março pelo Homer , plataforma que oferece soluções tecnológicas aos corretores de imóveis de todo o Brasil, comprovam isso. De março do ano passado pra cá, 46% dos profissionais do setor afirmaram que houve um crescimento de 10% a 30% na venda de imóveis, 14% notaram que as vendas aumentaram de 31% a 50%, e para 7% a alta foi de 51% a 70%.
O aumento na busca de clientes por imóveis registrado pela proptech chegou a 25%. Apesar da instabilidade econômica do país neste momento, a maioria dos compradores está disposta a pagar mais de R﹩250 mil em um imóvel. 32% pretendem desembolsar de R﹩250 mil a R﹩400 mil, 20% podem gastar de R﹩600 mil a R﹩900 mil, e 16% devem investir mais de R﹩900 mil.
Seguindo uma tendência já sinalizada pelo Homer no ano passado, neste ano, as propriedades residenciais com espaço para home office seguem como preferência a 85% dos compradores. 46% preferem esse tipo de imóvel em regiões centrais, e 39% fora dos grandes centros.
De acordo com Livia Rigueiral, CEO do Homer, a hora de comprar imóveis é agora – seja para ter mais qualidade de vida ou para investir -, afinal, as taxas de juros seguem bastante favoráveis ao consumidor – mas talvez não por muito tempo. “Neste mês, a Selic já subiu de 2% para 2,75%, e a CBIC – que é a Câmara Brasileira da Indústria da Construção – informou que a previsão é de que no segundo semestre o preço dos imóveis suba de 5% a 10% por causa do aumento da Selic, da alta do dólar e dos insumos da construção civil. Quem quer sair em vantagem ao adquirir um novo imóvel, precisa se apressar”, conclui.








