Especialistas alertam sobre os principais motivos de punição aos profissionais de saúde

Especialistas alertam sobre os principais motivos de punição aos profissionais de saúde

Com consumidores cada vez mais exigentes, que pesquisam, analisam e comparam conteúdos, informações e comentários, as estratégias de publicidade e marketing são excelentes aliadas para os serviços desaúde promoverem a atração, captação e fidelização de pacientes. Mas, diferente de outros segmentos, os médicos possuem regras de publicidade feitas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) que devem ser observadas antes de qualquer ação publicitária.

“O que mais vimos nestes últimos meses foram promessas de resultado, exibição de imagens do paciente, manipulação de dados, publicidade sensacionalista, enganosa, autopromocional ou abusiva, e estas são só algumas das coisas que alguns médicos fizeram nas Mídias Sociais e que foram passíveis de processo” – resume a especialista em marketing médico, Maeve Nobrega.

Segundo o advogado Igor Mascarenhas, especialista em Direito Médico,  mais de 50% dos seus processos são referentes à publicidade antiética “O histórico de denúncias mudou, se antes quem denunciava era o paciente, atualmente há uma multiplicidade de autores denunciando, como o Ministério Público, o Conselho Regional / Federal de Medicina e até mesmo os próprios colegas de profissão, afinal, há um interesse de mercado envolvido. Ninguém que faz a publicidade de forma correta vai deixar o outro fazer incorretamente e passar em branco” – pontua Mascarenhas.

Publicidade

Afinal, se a publicidade for feita sem a correta interpretação dos órgãos reguladores, há grandes chances do conteúdo prejudicar a reputação do médico, a imagem de terceiros ou então resultar em uma publicidade que viole o preceito de uma atuação personalizada, humanizada e não mercantilizada. Tudo o que vai contra ao que o Conselho Federal de Medicina prega, reforçando que toda e qualquer publicidade precisa estar em consonância com os valores do Código de Ética Médica, para evitar que a sociedade enxergue o médico como um prestador de serviços “sem valor”, gerando um julgamento negativo da profissão perante a coletividade.

Importante destacar que as consequências para a publicidade feita de maneira incorreta são graves, cabíveis até mesmo de cassação do CRM do profissional. “A condenação em penas públicas (censura pública, suspensão e cassação) são verdadeiros danos à imagem e história do profissional. Nas três situações, a pena é publicada no site institucional do CRM, no diário Oficial, no jornal editado pelo CRM e ainda no Diário Oficial. Ou seja, em um mundo hiperconectado, um simples print pode colocar em jogo anos de carreira profissional” – reforça o advogado.

Medicina na era digital

Sendo assim, a medicina na era digital pode ser uma ótima ferramenta para divulgar o trabalho do profissional ou instituição de saúde, entrar em contato com milhares de pessoas e ainda aumentar sua credibilidade. Mas atenção! “Se tornar um médico presente investindo em publicidade exige cuidado redobrado. O foco principal deve ser fornecer informações benéficas e interessantes que acabarão por criar um diálogo ou algum tipo de feedback com pacientes ou potenciais pacientes, médicos nunca podem se esquecer que eles promovem saúde, segurança e vida e é isso que os pacientes precisam enxergar” – afirma Maeve Nobrega.

A especialista em marketing medico diz que apesar das limitações, o que é permitido é o suficiente para se destacar. “Não é preciso inventar, nem ir além do que temos hoje, basta saber usar o que é permitido de maneira personalizada e ética. O problema é que a maioria dos médicos que estão enfrentando problemas com o CRM, são aqueles que utilizam os caminhos mais fáceis, sem orientação e copiando o que pessoas fora do âmbito médico fazem, ou seja: usando ferramentas de forma superficial e gerando descrédito, desconfiança através de ações sem ligação com seu público ou através de metodologias que geram resultados desastrosos para sua imagem,  e estes resultados serão contabilizados no futuro!” – finaliza.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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