4 benefícios do Cadastro Positivo para o consumidor que precisa de crédito

4 benefícios do Cadastro Positivo para o consumidor que precisa de crédito

Apesar de existir desde 2011, muitas pessoas não sabiam da existência do Cadastro Positivo, fazendo com que o banco de dados tivesse pouca aderência. Com a alteração da lei 12.414/2011 em 2019, a inclusão no sistema se tornou automática e hoje todos têm o cadastro. Além disso, outros setores fora os bancos estão fazendo a integração ao sistema, como é o caso de telefonia e internet, que foi incluído neste mês. 

Mas o que é esse sistema? O Cadastro Positivo é um banco de dados ou um currículo financeiro com informações de pagamento de contas dos consumidores para criar um histórico de crédito, desde empréstimos a contas relacionadas a consumo, por exemplo. Esse histórico ajuda principalmente os bons pagadores de baixa renda e pessoas não bancarizadas a terem acesso à crédito de maneira mais justa. 

“Nós sempre tivemos muitas informações de bancos, mas é importante considerar que cerca de 45 milhões de pessoas não têm conta em banco no Brasil. Quando você tem acesso a informações de telefonia, utilities, energia, gás e saneamento, por exemplo, você tem uma visão mais ampla do CPF da pessoa. Isso beneficia o bom pagador de contas básicas que também precisa de acesso à crédito”,  explica Rogério Cardozo, diretor executivo da fintech Simplic. 

Pensando na importância do Cadastro Positivo para a vida financeira dos brasileiros, a fintech de crédito pessoal online Simplic com mais de 4,7 milhões de clientes/contas elencou quatro benefícios do banco de dados para mostrar como é importante manter o cadastro no sistema. Confira: 

Inclusão e mais acesso a crédito 

Com o Cadastro Positivo, a ideia é que as pessoas tenham mais inclusão financeira, especialmente pessoas das classes C e D que em alguns casos não tem nem conta em banco. Segundo dados do site do Serasa, a expectativa é que mais de 22 milhões de consumidores passem a ter acesso à crédito após sua inclusão no banco de dados. Outro ponto é que pessoas que não conseguem comprovar renda fixa, como autônomos, também podem utilizar o Cadastro Positivo como forma de ter mais acesso à crédito. 

Ajuda negativados 

O sistema também pode beneficiar as pessoas que estão negativadas. Isso porque, em muitos casos, basta estar com o nome ‘sujo’ devido a uma dívida em aberto para não passar em uma análise de crédito. Mas isso não significa, em todos os casos, que aquela pessoa é um mau pagador. Com o Cadastro Positivo, as instituições terão acesso a todo o histórico de pagamento de contas daquela pessoa e isso é pode ser fator decisório para liberação do crédito e em quais condições. O pedido de crédito por até ajudar na quitação da dívida, por exemplo. 

Maior oferta de crédito e taxas de juros menores 

Por ser um currículo financeiro, o Cadastro Positivo também possibilita maior oferta de crédito e até taxa de juros menores para quem tem bons hábitos de pagamento. A possibilidade de ter acesso ao histórico faz com que a análise de crédito por empresas, instituições financeiras e comércio seja mais justa, te diferencie de um mau pagador e tenha mais tranquilidade e segurança para oferecer condições melhores e juros menores. 

Transparência e sigilo dos dados 

Hoje os birôs de crédito, como a Serasa, são os gestores do Cadastro Positivo. Então a pessoa pode acessar o site do Serasa para consultar seu currículo financeiro e histórico e até pedir uma revisão caso encontre alguma informação divergente, por exemplo. Outro ponto é que o sistema também garante o sigilo dos dados, já que, mediante a lei, sua utilização só é permitida para fins de análise de crédito, financiamentos e outras transações. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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