Indicador de confiança do setor imobiliário residencial aponta estabilidade na procura

A segunda edição do Indicador de confiança do setor imobiliário residencial, realizado pela Deloitte, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), indica a manutenção da procura por imóveis no primeiro trimestre de 2021. O levantamento também mostrou uma leve redução nas vendas e expectativas no curto prazo no segmento MAP (Médio e Alto Padrão), mas com perspectivas otimistas no médio e longo prazos. O indicador de confiança é realizado a cada três meses, de forma a avaliar com mais precisão os movimentos das empresas do setor. Nesta edição, 48 empresas participaram da avaliação.

Para a Abrainc, os resultados mostram que o setor continua confiante na retomada da economia, e que a pandemia não afetou a intenção dos empresários em investir. “Os juros, que ainda se mantêm em um patamar baixo, tiveram um papel importante nesse desempenho, assim como para as expectativas em relação ao futuro. É preciso agora que o governo consiga implementar a agenda de reformas para que nosso setor, e a economia como um todo, possa seguir uma trajetória ascendente após um ano de crise”, afirma o presidente da entidade, Luiz França.

O levantamento buscou usar uma metodologia diferenciada para interpretar os resultados e facilitar a leitura entre os dois trimestres (4T2020 e 1T2021). Desse modo, os percentuais de respostas foram transformados em notas variando de 1 (para forte redução) a 3 (para forte aumento) e cada segmento foi classificado dentro desse padrão. As respostas dos participantes da pesquisa indicaram redução, manutenção ou aumento no primeiro trimestre de 2021, em relação ao 4º trimestre de 2020, tendo como referência os itens: procura de imóveis, vendas, expectativas para vendas, vendas nos próximos 12 meses, preços de imóveis, expectativa para o preço dos imóveis, expectativa para o lançamento de novos empreendimentos e expectativa de aquisição de terrenos para empreendimentos residenciais.

Indicador de confiança do setor imobiliário residencial

“Mesmo com o agravamento da pandemia durante esses primeiros meses de 2021, o setor segue acompanhando, mesmo que de modo moderado, o crescimento do quarto trimestre de 2020. Isso mostra que o segmento imobiliário residencial está resiliente e otimista e continua com uma manutenção das expectativas de melhora para os próximos meses”, destaca Claudia Baggio, sócia-líder de Financial Advisory na prática de Real Estate da Deloitte.

Resultados do 1º trimestre e expectativas

Procura de imóveis (Nota 1,90 = Manutenção) – Após o 4º trimestre de 2020 ter tido um índice alto em relação à procura de imóveis, aquecendo o mercado, a pesquisa aponta uma manutenção nessa boa demanda no primeiro trimestre de 2021. A nota Geral para a procura de imóveis (CVA+MAP) foi de 1,90, mas, quando separados por segmentos, as notas foram de 1,97 (Casa Verde e Amarela) e de 1,82 (MAP).

Vendas (Nota 1,83 = Manutenção). As vendas de imóveis no 1º trimestre desse ano se mantiveram em relação ao 4º trimestre de 2020, momento em que estavam bem aquecidas.

Expectativas para vendas (Nota 2,07 = Manutenção) – De acordo com os respondentes, a visão a longo prazo é mais positiva. As vendas para o segundo trimestre de 2021 indicam ainda uma sustentação, mas em um cenário um pouco mais promissor, mesmo em meio à segunda onda da crise causada pela pandemia de Covid-19 no país.

Vendas nos próximos 12 meses (Nota 2,35 = Aumento) – Para os próximos 12 meses, encerrados em abril/2022, o levantamento mostra que a expectativa é de aumento para os três segmentos: Geral (Nota 2,35), CVA (Nota 2,34) e MAP (Nota 2,37).

Preço de imóveis (Nota 2,42 = Aumento) – Devido ao aumento nos valores dos insumos da construção, os preços dos imóveis continuaram em alta no primeiro trimestre de 2021 e a expectativa é de que sigam assim nos próximos meses. De acordo com as respondentes do segmento de MAP, existe também uma expectativa de forte aumento.

Expectativa para os preços dos imóveis (Nota 2,57 = Aumento). O levantamento sondou as expectativas para o 2º trimestre de 2021, para os próximos 12 meses e para os próximos cinco anos. De acordo com a análise, a visão das respondentes é de que o setor continuará com alta de preços de imóveis no próximo trimestre (Nota 2,57, no Geral), mas apenas o MAP (médio e alto padrão) registrou forte aumento para os próximos meses, com nota 2,69. Tanto para os próximos 12 meses quanto para os próximos cinco anos, a expectativa para todos os segmentos do setor é de forte aumento: CVA com notas 2,67 (12 meses) e 2,88 (5 anos), e MPA com notas 2,84 e 2,97, respectivamente.

Expectativa para lançamento de novos empreendimentos. A expectativa para lançamento de empreendimentos nos próximos 12 meses segue positiva. Para o MAP, a expectativa é de 100% e para a amostra geral (CVA e MAP) é de 97%.

Expectativa de aquisição de terrenos para empreendimentos residenciais. A expectativa para esse índice nos próximos 3 a 12 meses continua alta para todos os setores: 79% para CVA e 88% MAP, sendo 83% para a amostra geral.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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