Índice de Confiança da Construção sobe pela primeira vez em 2021

Índice de Confiança da Construção sobe pela primeira vez em 2021

O Índice de Confiança da Construção (ICST), do FGV IBRE, subiu 2,2 pontos em maio, para 87,2 pontos, a primeira alta deste ano. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 1,6 ponto, a quinta queda consecutiva.

“Seguindo as ondas da Covid, a confiança das empresas do setor da construção registrou uma tímida melhora em maio, sem reverter, no entanto, a sequência de quatro resultados negativos. O índice de confiança continua em nível inferior ao patamar alcançado no final do ano passado e ainda sinaliza a predominância de um pessimismo entre as empresas, avalia Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.

Segundo ela, “esse sentimento se contrapõe cada vez mais às expectativas otimistas de retomada do crescimento setorial que prevaleceram até o início do ano. Os empresários apontam que a demanda não avançou o suficiente para sustentar um novo ciclo. E a alta de preços dos insumos permanece como uma limitação cada vez maior, dificultando a continuidade e realização de novos negócios”.

O resultado positivo do ICST em maio refletiu a melhora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento atual e das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 1,2 ponto, para 85,5 pontos, interrompendo quatro meses de quedas consecutivas. A alta do ISA-CST foi influenciada principalmente pela melhora do indicador de situação atual dos negócios, que subiu 2,0 pontos, para pontos 86,4 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 3,0 pontos, para 89,0 pontos, devolvendo parte da perda do mês passado (-4,0 pontos). Esse resultado se deve à melhora do indicador de demanda prevista, que subiu 3,0 pontos, para 87,7 pontos, e o de tendência dos negócios, que subiu 3,1 pontos, para 90,5 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção caiu 2,7 pontos percentuais (p.p.), para 74,4%. A maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que retraiu 2,9 p.p, para 75,7%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos recuou 1,0 p.p, para 69,5%.

Custos e Preços Previstos

Em maio, o custo da matéria-prima alcançou percentual recorde de empresas que citam como o fator limitativo à melhoria dos negócios (40%) ficando atrás apenas da demanda insuficiente (50%). Com o fechamento dos acordos coletivos, o componente mão de obra também começa a pressionar os custos empresariais.

Desde junho, quando os custos começaram a subir vertiginosamente, a maioria das empresas aponta que os preços praticados vão subir nos próximos três meses. “Vale notar que a consequência imediata desse movimento é o encarecimento do investimento, o que torna mais lenta e difícil a recuperação da economia”, observou Ana Castelo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *