Com o crescimento de processos médicos, aumenta demanda por especializações jurídicas no setor

Com o crescimento de processos médicos, aumenta demanda  por especializações jurídicas no setor

O Brasil vive um momento tão complicado na área da saúde que acabou impactando em outro cenário: o dos processos jurídicos decorrentes da pandemia da Covid-19. De pacientes recorrendo à Justiça para exigir leitos de UTI, há mais de 50 mil processos aguardando perícia médica no INSS, o cenário se configurou em um aumento expressivo dos processos na área do Direito Médico.

Por conta disso, a procura pela pós-graduação na área cresceu desde o início da pandemia, no ano passado: 70% na procura e 25% dos alunos matriculados, conforme levantamento interno do Grupo CERS, um dos maiores no Brasil no segmento de EAD jurídico.

Limitação de análises para peritos judiciais exige mais profissionais no INSS

O aumento na procura pela especialização é, também, da oportunidade de mão de obra em curto prazo: o número de ações na Justiça que aguardam perícias médicas judiciais ultrapassa 51 mil processos nos Tribunais Regionais Federais (TRFs) em vários estados do país, segundo dados compilados pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe). 

Para o Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), uma das causas do acúmulo é a regra que limitou o número de perícias mensais para cada perito judicial no país. Em 2019, o Conselho da Justiça Federal (CJF) editou uma resolução limitando o número de exames a máximo de 150 por mês, por profissional.

As ações que demandam exames de peritos do Judiciário são de trabalhadores que solicitaram benefícios por incapacidade ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e tiveram seus pedidos negados ou não analisados na esfera administrativa.

ANS registra mais de 16 mil reclamações à planos de saúde por conta da pandemia

Outra área que vem sofrendo muitos processos com o coronavírus é o de planos de saúde.  Em 2020, a ANS registrou 16 mil reclamações por conta de atendimento relacionado à Covid-19.

“Muitos desses problemas podem surgir por conta da recusa em atender a uma solicitação, negligência ou até mesmo óbito de parentes”, avalia Saraiva. “Assim, atentos a esse movimento de mercado, muitos estudantes estão aproveitando o tempo livre, decorrente da paralisação do Exame da Ordem, por exemplo, para se especializar no Direito Médico”.

Ética médica, regulamentações de hospitais e visão da área são foco da pós-graduação

Na pós-graduação em Direito Médico estuda-se regulamentações de hospitais, ética médica e outras bases multidisciplinares com interpelação jurídica e aperfeiçoamento técnico necessários para que o profissional entenda esse sistema, agindo de forma preventiva e diligente.

“Parte da explicação para isso está no tema da pós – um assunto extremamente em alta com a pandemia da Covid-19 – e, também, no fato que muitos estudantes e concurseiros querem aproveitar este momento de indefinição para aprimorarem conhecimentos”, explica Guilherme Saraiva, diretor da Faculdade CERS.

O grupo CERS, pioneiro em EAD jurídico, viu um crescimento de 52% nos cursos de pós-graduação, por exemplo, uma vez que os cursos para concurso e exame da ordem deram uma parada. “O concurseiro não quer parar de estudar com essa indefinição. Assim, mantém a carga de aprendizado, atrelando a isso os cursos de pós-graduação, que podem ter uma duração e custo menor que investir, neste momento, em uma graduação de longa duração”, diz Saraiva.

Os cursos de pós-graduação são diversos – há desde especialização em Ciências Criminais a Direito Desportivo – e a maioria com duração entre 6 e 12 meses, o que estimula os alunos a investirem nos estudos em um prazo mais curto de tempo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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